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Desenho

Di Cavalcanti - A Invenção do Brasil Modernista
Desenhos do pintor que captou a silhueta do corpo brasileiro

Luiz Paulo Labriola

Divulgação
Nu e Barco, de 1929: farto domínio do grafite, do nanquim, do crayon e do guache

O aparecimento das grandes vanguardas européias nas artes plásticas já tem quase cem anos. Mas ainda não faz parte do passado o preconceito segundo o qual todo o modernismo seria apenas o resultado de uma atitude aleatória, infantil e anárquica na criação de obras de arte. O melhor meio de descobrir por que foi importante modernizar na pintura talvez seja dar uma atenção especial à exposição dos desenhos de Di Cavalcanti na Galeria de Arte do Sesi, em São Paulo.

Em primeiro lugar, o visitante descobrirá que modernistas têm, sim, técnica. Os retratos, caricaturas e charges de Di revelam, por exemplo, um farto domínio do uso do grafite, do nanquim, do pastel e da aquarela. Com eles, o pintor carioca obteve efeitos que tiveram importância decisiva, principalmente na figuração do feminino. Nuas ou vestidas, as mulheres pintadas por Di somente puderam ser reveladas em sua brasilidade por meio de sombreados, que deram volume, voluptuosidade e brilho a seus corpos.

O estranhamento que o visitante leigo eventualmente já sentiu em relação aos tipos humanos gordos ou excessivamente arredondados de Di provavelmente será superado se ele observar os exercícios de criação do pintor realizados nesses desenhos. Verá que a caricatura não foi apenas um momento em sua obra, mas uma escolha consciente, a partir da qual moldou seus personagens, para lhes dar os contornos e as cores que a pintura acadêmica, anterior à Semana de Arte Moderna de 22, não soube registrar.

Ali estão, pela primeira vez na pintura deste século, os negros e mulatos, o morro e seus casebres, chapéus de palha e camisetas listradas, o violão e a lua, os pés descalços e o balde na cabeça, a galinha e a porteira, o Carnaval e os foliões, os coqueiros e os pedintes, com as lentes de aumento e os traços intencionalmente fortes para brasileiros que ainda não sabiam se reconhecer no mundo da pintura.

As pegadas do mestre

Até 11 de junho – Galeria de Arte do Sesi – av. Paulista, 1313

Copyright 1996/2000 Editora Três

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