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| Marjorie Estiano com sua turma
de produtores e o fotógrafo Alexandre Sant’Anna (ao fundo, de
azul) |
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| Carla Felícia entrevista Nanda
Costa |
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A
segunda chance
Na profusão de rostos bonitos e talentos emergentes que
pipocam nos elencos das emissoras, o grande desafio dos novos atores
é o chamado segundo trabalho. É certo que nesse contigente
é mais fácil encontrar beleza a vocação.
Mas em muitos casos uma imagem juvenil, como, por exemplo, a de
Mel Lisboa, com um bom personagem, como, por exemplo, o de Anita,
oferece uma presença promissora. Em outros, uma beleza reconhecida,
como, por exemplo, a de Fernanda Lima, ao se deparar com uma ousadia,
como a de Bang Bang, pode acabar por vitimar a atriz. É
por isso que, na tevê, ninguém é suficientemente
bom ou fracassado até encarar o seu segundo desafio.
A oportunidade de pegar um personagem que tenha a ver com a pessoa,
um texto popular e uma direção acertada certamente
ajudam os iniciantes. Mas para subir o degrau é necessário
estudo e determinação. É nisso que reside a
chave do sucesso de Marjorie Estiano, um novo rosto que mostrou
habilidade para cantar, em Malhação, e competência
para ser dramática, em Páginas da Vida.
Foi com estudo em Los Angeles, determinação de encarar
qualquer papel e seriedade com as críticas recebidas que
Reynaldo Gianecchini cruzou a fronteira inicial. A julgar pela entrevista
que deu ao repórter Dirceu Alves Jr., existe algo que parece
faltar a Fernanda Lima. Graças à explosão da
produção nacional em quase todas as emissoras (são
oito novelas atualmente em exibição, fora as séries
e minisséries), o mercado de atores oferece oportunidades
nunca vistas a bons nomes e trabalhos. Para uns, pode ser a chance
de consolidar uma carreira. Para outros, resta a opção
de torcer para que a produção artística nacional
continue a ser cada vez maior.
Luciano Suassuna
Diretor de Redação |