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Toni Platão enverniza canções de Antonio Marcos e Márcio Greyck
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Soul/ Blues
Negro Amor

Toni Platão, o melhor cantor da geração pop dos
anos 80, lança enfim um disco à altura de sua voz
mauro ferreira

Toni Platão sempre teve a voz mais potente da desafinada geração masculina projetada com a explosão do rock brasileiro na década de 80. Mas o integrante do extinto grupo Hojerizah nunca tinha feito um disco à altura de seu canto como Negro Amor. Este terceiro trabalho solo capta o artista em momento áureo. Com registro vocal que fica entre o soul e o blues, Platão recria músicas de Ângela RoRo (“Mares de Espanha”, destaque do CD) e enverniza pérolas de compositores populares como Antonio Marcos e Márcio Greyck.

Platão vem de disco (Calígula Free Jack, de 2000), em que o foco estava sobretudo no azeitado instrumental de pop rock. Em Negro Amor, sua voz fica, enfim, em primeiro plano. Versão de Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti para música de Bob Dylan, a faixa-título exemplifica a capacidade do cantor de renovar temas que pareciam definitivamente gravados – no caso, por Gal Costa, em 1977. E o fato é que, se Platão já era espécie de “Cássia Eller de calças”, inclusive pela semelhança física, com seu novo CD ele tem tudo para se firmar como o grande cantor que sempre foi. Mas que permanecia oculto, tanto por seu assumido temperamento difícil como pelo errôneo timbre operístico adotado no início da carreira. Cássia aprovaria.