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Alta Estação
Trama jovem da Record tem semelhanças com Malhação, da Rede Globo, mas é menos panfletária
 
Fotos: Divulgação
Alta Estação precisa de acertos no texto, cheio de frases prontas
O terceiro horário de novelas da Record, às 18h, estreou com número acima da expectativa da própria emissora – o primeiro capítulo de Alta Estação, no dia 17 de outubro, teve média de 7 pontos no Ibope. Anunciada como novela teen, nos moldes da global Malhação, a trama tem personagens mais velhos – os seis amigos estão na faculdade, enquanto na concorrente a turma freqüenta o colégio. Mas as duas têm muito em comum. O ponto de encontro em Alta Estação é a lanchonete Jony’s – em Malhação, é a Giga-Byte. A novela da Record tem uma banda pop, A Gente Veio pra Ficar, liderada por Flávia (a cantora Lana Rodes). A da Globo lançou a carreira musical de Marjorie Estiano, que vivia a Natasha, vocalista da também pop Vagabanda. E o mulherengo e palhaço Caio (Guilherme Boury) é praticamente idêntico a Mocotó (André Marques), personagem popular das primeiras temporadas de Malhação.

A novela da Record, no entanto, mostrou uma vantagem sobre a da Globo: é menos panfletária. O texto de Margareth Boury e Cláudio Simões precisa de acertos – frases prontas como “eu vou caçar o meu juízo e o meu bom senso, que joguei fora por causa de uma ilusão” atrapalham a informalidade que se espera numa conversa de jovens. Mas não há sermões para “conscientizar” o adolescente. E isso já é uma grande coisa. Malhação mais adulta