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Juliana Sampaio (à esq.)
e Laura Guimarães,
criadoras do Mothern: sucesso também na tevê |
Criadoras do blog Mothern (www.mothern.
blogspot.com), as mineiras Juliana Sampaio, 35, e Laura
Guimarães, 37, viram uma brincadeira virar um empreendimento.
O diário virtual já virou livro e mais recentemente
série exibida pelo GNT, onde se tornou o programa mais
visto da tevê por assinatura em setembro. Elas conversaram
com Gente.
Como surgiu a idéia de
criar um blog para mães?
Juliana
– Vimos que a mídia feminina estava sempre voltada
para mulheres solteiras. Sem debates, sem questões
que achávamos relevantes. Tudo muito careta e cor-de-rosa.
Então pensamos em escrever do nosso jeito.
Vocês começaram
escrevendo quando suas filhas ainda estavam nos primeiros
anos. E como fica o blog agora que estão crescendo?
Laura – À medida que crescem,
elas deixam de ser o único foco na vida da gente, você
começa a ter outros interesses, e nosso interesse em
escrever talvez diminua. A gente já não fala
só de fralda agora.
O blog interfere no
cotidiano das mães?
Juliana – Ele é um tricô
virtual. Antigamente as mulheres iam para a pracinha para
conversar, e agora nossa pracinha é o blog
(risos).
Laura –
Não tenho dúvidas de que sou uma mãe
melhor por causa do blog. Damos dicas, conselhos
e se formou uma comunidade paralela ao blog que foi
super-rica de aprendizado para mim.
Como se dá o contato
com as leitoras?
Laura – O livro de visitas virou um
verdadeiro fórum de discussão. Já foi
até objeto de dissertação
de doutorado. Ele é 944.118 (número de acessos
até 16h33 do dia 21) vezes mais legal para
trocar experiências.
Esperava que o blog
ganhasse tantos desdobramentos?
Juliana – Imagina! Foi tudo super sem
pretensão. O blog para mim sempre foi um hobby
e
continua sendo.
O que acha do programa?
Juliana – Estou achando bacana, dos
desdobramentos todos é o que a gente tem menos autoria.
Acho que as pessoas estão se identificando. É
mais uma forma de levar esse espírito Mothern.
Qual o próximo passo
do Mothern?
Laura – Quem sabe um longa? A gente
pensava nas coisas como delírio, e elas acabaram acontecendo.
Nada é impossível. |