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Lu Alckmin

A mulher do candidato do PSDB à Presidência,
Geraldo Alckmin, viaja o Brasil para apoiar o
marido, reúne a família nos momentos de crise
e busca o equilíbrio em sessões de acupuntura
texto Diógenes Campanha
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Edu Lopes
Lu é avó de Isabella, de dois anos: “Ela pegava a menina
na creche do Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista), levava para passear e lia histórias para ela”,
conta a amiga Arlete Arce
A primeira crise enfrentada por Geraldo Alckmin no governo,
duas semanas depois de ter assumido o cargo, pouco antes do falecimento do governador Mário Covas, foi no dia 8 de fevereiro de 2001. Naquela data, o Estado de São Paulo foi surpreendido por rebeliões simultâneas deflagradas pelo PCC em 24 presídios. Em meio à tensão, Maria Lúcia Alckmin pediu que os filhos Sophia, Geraldo e Thomaz não saíssem de casa. Naquela noite, eles iriam comer pizza e assistir a um filme junto com o pai. “Ela queria mostrar para o Geraldo que a família estava lá, ao lado dele”, conta Gabriel Chalita, ex-secretário de Educação de São Paulo. Na hora de tomar decisões importantes ou nos momentos de crise, é no apoio de Lu Alckmin, 55 anos, que o candidato do PSDB à Presidência encontra seu porto seguro.

Foi assim nos cinco anos em que ele governou o maior Estado do Brasil e tem sido assim na campanha eleitoral. No dia no debate dos presidenciáveis na Globo, nas vésperas do primeiro turno, ela levou os filhos para o Rio de Janeiro. Hospedaram-se em um hotel próximo à emissora, almoçaram e passaram a tarde em família. Enquanto Alckmin faz sua peregrinação pelo País, Lu segue uma agenda paralela para colaborar com o marido. No primeiro turno, foi a 12 Estados e até a sexta-feira 20 deve visitar mais quatro onde Lula venceu Alckmin de longe: Pernambuco, Piauí, Paraíba e Amazonas.

Nessas viagens, conhece as cidades do interior e dá entrevistas
a rádios locais, falando principalmente sobre os projetos sociais
que tocou como presidente do Fundo Social de Solidariedade de
São Paulo. Quando assumiu a função, em 2001, ela enviou uma
carta a todas as mulheres dos secretários estaduais, em busca
de voluntárias.

Arlete Arce, esposa do secretário de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento Básico, Mauro Arce, atendeu à convocação e conferiu de perto o engajamento de Lu em projetos como o das padarias comunitárias, implantado em todos os municípios paulistas. Também viu como a ex-primeira-dama de São Paulo dividia seu tempo entre as atribuições do cargo e a convivência com a família – mais especificamente, com a neta Isabella, de dois anos. “Ela pegava a menina na creche do Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista), levava para passear e lia histórias para ela”, conta Arlete.

Para dar conta dos papéis de esposa, mãe, avó e primeira-dama, Lu busca equilíbrio na acupuntura. Começou há quatro anos, para aliviar uma tensão muscular na região da coluna e passou a fazer sessões semanais – com a campanha, a freqüência se tornou quinzenal. “Ela absorve a tensão do marido e isso provoca stress. A acupuntura dá alívio e a ajuda a tomar decisões”, diz o acupunturista Jou Eel Jia. Recentemente, Lu foi alvo do site do PT, em função de uma polêmica ocorrida em março, quando o estilista Rogério Figueiredo afirmou que presenteara a ex-primeira-dama com 400 peças de alta costura – a assessoria de Alckmin confirmou o recebimento de 49 peças e declarou que todas foram doadas a instituições beneficentes.

O episódio contrasta com a simplicidade que os amigos atribuem a Lu. Quando se mudou para o Palácio dos Bandeirantes, ela mandou pintar a ala residencial de branco e levou a mesa de jantar e as cadeiras da própria família para o local. “Também ensinou as receitas da mãe, como tortas, peixes e frango, para as cozinheiras”, diz Chalita. Se depender do desejo de Lu, as próximas pessoas a conhecerem esses segredos culinários serão as cozinheiras do Palácio do Alvorada.