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Amy Lee e seus colegas:
vida pós-sucesso não foi
fácil para o quarteto
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The Open Door

Evanescence não evolui em acordes ou melodias, mas
Amy Lee amadurece como cantora no segundo CD
ana paula altano

O fantasma do segundo disco, depois de uma estréia que vendeu mais de 7 milhões de cópias, é capaz de esmagar qualquer banda competente. Agora, some a esta pressão um rompimento entre os dois criadores do Evanescence, a cantora Amy Lee e o ex-guitarrista Ben Moody. E mais um processo de Amy em cima do antigo empresário por, entre outras coisas, assédio sexual. A vida pós-sucesso não foi fácil para o quarteto gótico de Arkansas. Todo este duro cenário levado em conta, dá para dizer que The Open Door não decepciona.

As pedras no caminho serviram para amadurecer Amy. A cantora antes parecia uma musa teen quase de cera. Mostrava caras e bocas com as doses de dor e escuridão que se espera de uma gótica fabricada. A música ainda é um gótico de boutique, feito para vender. Não evoluiu em acordes ou melodias. Mas Amy está mais segura, fala de assuntos pelos quais realmente passou. “Weight of the World” trata da pressão da fama. “Snow White Queen” questiona o lado psicótico dos fãs. A melancolia da voz não é de mentirinha. As separações citadas em “Sweet Sacrifice”, sobre Moody, e “Call Me When You're Sober”, feita para o ex-namorado, Shaun Morgan, vocalista da banda Seether, realmente existiram. É tudo verdade. E música de verdade, mesmo quando não se é lá muito fã do estilo, o gótico, tem seu (grande) mérito. Crescimento à força.