| O fantasma do segundo disco, depois de uma estréia
que vendeu mais de 7 milhões de cópias,
é capaz de esmagar qualquer banda competente.
Agora, some a esta pressão um rompimento entre
os dois criadores do Evanescence, a cantora Amy Lee
e o ex-guitarrista Ben Moody. E mais um processo de
Amy em cima do antigo empresário por, entre
outras coisas, assédio sexual. A vida pós-sucesso
não foi fácil para o quarteto gótico
de Arkansas. Todo este duro cenário levado
em conta, dá para dizer que The Open Door
não decepciona.
As pedras no caminho serviram para amadurecer Amy.
A cantora antes parecia uma musa teen quase
de cera. Mostrava caras e bocas com as doses de dor
e escuridão que se espera de uma gótica
fabricada. A música ainda é um gótico
de boutique, feito para vender. Não evoluiu
em acordes ou melodias. Mas Amy está mais segura,
fala de assuntos pelos quais realmente passou. “Weight
of the World” trata da pressão da fama.
“Snow White Queen” questiona o lado psicótico
dos fãs. A melancolia da voz não é
de mentirinha. As separações citadas
em “Sweet Sacrifice”, sobre Moody, e “Call
Me When You're Sober”, feita para o ex-namorado,
Shaun Morgan, vocalista da banda Seether, realmente
existiram. É tudo verdade. E música
de verdade, mesmo quando não se é lá
muito fã do estilo, o gótico, tem seu
(grande) mérito. Crescimento à força.
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