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| “Gentil
Carioca”, de Jarbas Lopes, está
na mostra Arquivo Geral |
Pelo volume de obras, as exposições
Paralela, com curadoria de
Daniela Bousso, em São Paulo, e Arquivo
Geral, de Paulo Venâncio Filho, no
Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio,
poderiam ser confundidas com acervos de museus
de arte ou mesmo com Bienais Internacionais. As
semelhanças ficam por aí. Mesmo
que sejam eventos bienais, realizados paralelamente
à Bienal de São Paulo, as duas exposições
não se pautam por um tema, mas pela diversidade.
“Apostei no apagamento dos contornos e nas
desconversas. Na Paralela, não
há núcleos poéticos estabelecidos
e as obras não necessariamente conversam
entre si”, diz Daniela, sobre a seleção
de 146 obras de
artistas de 12 galerias paulistanas.
Mesmo que se recusem a demarcar tendências,
as mostras indicam que boa parte da produção
dialoga com contextos em que estão inseridos.
No Rio, Carlos Contente e Marcos Chaves realizam
obras com intervenções sobre as
paredes e escadas do Centro Hélio Oiticica.
Em São Paulo, a videoinstalação
de Lucas Bambozzi utiliza-se de entrevistas
e imagens apropriadas das câmeras de vigilância
do edifício da Prodam, para referir-se
à história do local onde foi montada
a Paralela.
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