Celebridade  
Felipe Barra
Hoje, aos 45 anos e com cabelos mais curtos, ela se prepara para voltar a Brasília em seu quinto mandato como deputada federal
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Rita Camata
por Camila Pati
João Farkas
Em 1982, Rita Camata nem sonhava em ser política.
Mas a convivência com o marido Gerson Camata,
então governador recém-eleito no Espírito Santo, acabou lhe mostrando a importância de
seu envolvimento nas causas sociais
Foi uma época difícil.” Assim, a deputada federal eleita pelo Espírito Santo, Rita Camata (PMDB), define sua vida em 1982, ano da foto acima. Com os cabelos loiros escovados, Rita tinha 21 anos e desdobrava-se para cumprir seus compromissos como primeira-dama, – seu marido, Gerson Camata, acabara de ser eleito governador do Espírito Santo –, e estudante de jornalismo na Universidade Federal do Estado, para onde ia de ônibus sem se importar com segurança. Nesse período, assumiu voluntariamente a área social do governo estadual. “Não recebia salário.” De família do interior do Espírito Santo, Rita aprendeu com o pai, Antônio Paste, a ajudar os mais necessitados. Mas foi como voluntária do Estado que se interessou por política. “Foi ali que vi a importância de estar engajada. Doía ver mulheres querendo trabalhar e sem escola e creche para os filhos”, lembra. Aos 24 anos candidatou-se a deputada federal pelo seu Estado. Participou da Assembléia Nacional Constituinte em 1987 e foi candidata a vice-presidente pela chapa de José Serra (PSDB), em 2002, ano em que foi eleita uma das celebridades mais sexy de Gente. Ao perder as eleições decidiu dedicar-se aos filhos Enza, de 20 anos, e Bruno, de 6 anos. Mas a vida política não a deixou quieta. A convite do governador do Espírito Santo Paulo Hartung, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento de Infra-estrutura e dos Transportes, seu primeiro cargo executivo, de onde afastou-se este ano para concorrer ao quinto mandato como deputada federal pelo PMDB. Com 74.997 votos, foi a quinta candidata mais votada pelos eleitores capixabas. “Não é fácil ganhar depois de tanto tempo longe, foi um reconhecimento pelo que fiz até hoje”, diz Rita, 45 anos.