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From This Moment on

Diana Krall volta aos standards e passa longe da banalização
Mauro Ferreira
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A cantora gravou Cole Porter, Gershwin e “How Insensitive”, de Tom Jobim
Diana Krall fez fama e fortuna gravando clássicos da música norte-americana com estilo mais acessível, logo rotulado de “pop jazz”.
Foi a precursora que abriu caminho para Norah Jones e outras menos cotadas. Em 2004, ela surpreendeu seu público com belo álbum de ambiência jazzística, The Girl in the Other Room, em que apresentava repertório autoral composto, em boa parte, com seu marido, o camaleônico roqueiro Elvis Costello. Depois de burocrático disco natalino, Christmas Songs (2005), Krall volta à fórmula dos standards em seu décimo CD, From This Moment on.

Até os jazzistas mais puristas hão de reconhecer que a cantora não caiu na tentação de banalizar os clássicos. O produtor Tommy LiPuma e o arranjador John Clayton mantiveram o alto padrão estilístico de canções pertencentes ao universo de nomes como Frank Sinatra e Nat King Cole. Há inclusive, em temas como “I Was Doing Alright”, de George e Ira Gershwin, longas passagens instrumentais em que a intérprete exibe suas habilidades ao piano.

Com músicas de Irving Berlin, Cole Porter, Richard Rodgers & Lorenz Hart e do brasileiro Tom Jobim – “How Insensitive”, a versão em inglês de “Insensatez” –, Krall concebeu um disco que oscila entre o intimismo e o suingue. “Come Dance with me” tem balanço à moda da época de ouro das big bands que pode seduzir até ouvintes pouco íntimos do jazz mais ortodoxo. Releituras sensatas.