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| Maria Lúcia
já prepara novo livro
para lançar em novembro |
Maria Lúcia Vasconcelos é uma apaixonada
por pedagogia. Tanto que encontrou folga entre o expediente
como secretária de Educação do
Estado de São Paulo e a carreira de professora
universitária para escrever o livro Conceitos
de Educação em Paulo Freire (Vozes,
200 págs.,
R$ 25). Ela conversou com Gente.
Por que escolher Paulo
Freire como referência do livro?
Paulo Freire está na base
de minha formação como pedagoga, tem
a filosofia com a qual me identifico. Ele é
fascinante porque brinca com as palavras, as cria
e recria.
O livro é reflexo
de seu aprendizado?
É fruto de minha experiência.
Adoro a convivência com o aluno, gosto de me
sentir útil na formação de professores.
A sala de aula é muito rica, na sala de aula
não tem dois dias iguais. É instigante.
A educação é importante por definição,
estou nela pela vida inteira.
Que aluno é
mais chato?
O aluno desinteressado, o que não quer aprender.
O que os alunos acham
de terem uma secretária de Educação
como professora?
Eles ficam encantados, acham um
barato! Querem saber o que estou fazendo, como enfrento
essa tarefa.
A experiência
em sala de aula foi decisiva em sua atuação
como secretária?
Acho que sim. Não preciso
ser sensibilizada para as causas e problemas da educação
porque eles fazem parte de minha vida profissional.
Conheço os problemas de perto.
Já prepara um
novo livro?
Chama-se Autoridade Docente no Ensino
Superior e está pronto. Discuto o papel do
professor na sala de aula. Apesar de tudo que se diga
em termos de melhoria ou mudança na sala de
aula, o professor não pode abdicar da autoridade
no espaço escolar, precisa impor respeito.