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Ping-pong / Maria Lúcia Vasconcelos
“Na sala de aula não tem dois dias iguais”
fernando oliveira
Claudio Gatti

Maria Lúcia já prepara novo livro
para lançar em novembro

Maria Lúcia Vasconcelos é uma apaixonada por pedagogia. Tanto que encontrou folga entre o expediente como secretária de Educação do Estado de São Paulo e a carreira de professora universitária para escrever o livro Conceitos de Educação em Paulo Freire (Vozes, 200 págs.,
R$ 25). Ela conversou com Gente.

Por que escolher Paulo Freire como referência do livro?
Paulo Freire está na base de minha formação como pedagoga, tem a filosofia com a qual me identifico. Ele é fascinante porque brinca com as palavras, as cria e recria.

O livro é reflexo de seu aprendizado?
É fruto de minha experiência. Adoro a convivência com o aluno, gosto de me sentir útil na formação de professores. A sala de aula é muito rica, na sala de aula não tem dois dias iguais. É instigante. A educação é importante por definição, estou nela pela vida inteira.

Que aluno é mais chato?
O aluno desinteressado, o que não quer aprender.

O que os alunos acham de terem uma secretária de Educação como professora?
Eles ficam encantados, acham um barato! Querem saber o que estou fazendo, como enfrento essa tarefa.

A experiência em sala de aula foi decisiva em sua atuação
como secretária?
Acho que sim. Não preciso ser sensibilizada para as causas e problemas da educação porque eles fazem parte de minha vida profissional. Conheço os problemas de perto.

Já prepara um novo livro?
Chama-se Autoridade Docente no Ensino Superior e está pronto. Discuto o papel do professor na sala de aula. Apesar de tudo que se diga em termos de melhoria ou mudança na sala de aula, o professor não pode abdicar da autoridade no espaço escolar, precisa impor respeito.