Diversão & arte - Livros  
Leandro Pimentel

Maria Cristina escreveu
Cartas de Amor, em que é disputada pelo herói Alexandre Pires e o vilão Daniel

Divulgação
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Perfil - Maria Cristina de Orleans e Bragança
Princesinha das letras
Mariana Kalil

Três anos atrás, a Escola Parque, de ensino regular, na Gávea, deu aos estudantes da segunda série a tarefa de escrever uma história. Maria Cristina de Orleans e Bragança extrapolou. Mesclou personagens reais com imaginários e se colocou no centro de uma disputa amorosa entre o herói, o cantor Alexandre Pires, e o vilão, o também cantor Daniel. Orgulhosa, encenou o enredo para os amigos e para a família – formada pela mãe, a arquiteta Stella de Orleans e Bragança, o pai, o príncipe Dom João de Orleans e Bragança, e o irmão, João Phillipe. Entusiasmada com a motivação da caçula, Stella teve a idéia de transformar o trabalho escolar em livro. Passados três anos, a WVA Editora, que participa de projetos de inclusão social, lança Cartas de Amor (27 págs., R$ 20), o primeiro romance de uma princesinha com síndrome de Down e nem por isso menos talhada para as letras.

Maria Cristina gostou tanto da experiência que pretende repetir. “O próximo será sobre minha cachorra Siwa”, anuncia, com a shitsu malhada no colo. Inspirações não lhe faltam. Certa ocasião, promoveu uma festa do pijama em casa. Terminada a folia, debruçou-se sobre os papéis e escreveu uma história inspirada na bagunça – com a qual homenageou as amigas no final do ano. “Ela tem uma memória incrível, lembra-se de detalhes que passam despercebidos. Maria Cristina encontrou na escrita uma forma de se expressar”, observa Stella. Aos 16 anos, vaidosa (adora vestidos), gulosa (saboreia como ninguém um prato de arroz, feijão, purê de batata e carne moída) e com uma rotina ativa (tem aulas de canto, natação e equitação), Maria Cristina põe em prática diariamente a teoria da mãe: a de que “o mundo é de todos, inclusive dela”.