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“Nasci para ser mãe. Tenho um instinto maternal forte e quero botar pra fora assim que achar que está na hora”, diz Sandy
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Nas curvas de Sandy

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O futuro
O desempenho do novo álbum afastou os rumores de que a dupla Sandy & Junior se separaria. Lançado em maio, o CD homônimo vendeu 150 mil cópias, o que valeu disco de platina – são números baixos quando comparados aos 2 milhões vendidos em As Quatro Estações, em 1999, mas satisfatórios para os padrões atuais do mercado. Sandy confessa que ela e o irmão já conversaram sobre a separação, mas diz que acha “estranho” todas as vezes que sobe ao palco sem Junior. No ano passado, foram duas oportunidades: uma, com Caetano Veloso, na festa dos 40 anos da Globo, e a outra no Bourbon Street Bar, em São Paulo, no show Credicard Vozes, onde interpretou sucessos do jazz e da bossa nova.

“Cantar com o Caetano é algo a que não me acostumo, me deixa
um pouco tensa. Ele já havia me elogiado antes. Acho que o que pegou foi essa responsabilidade de corresponder. Minha voz ficava trêmula quando cantei com ele a primeira vez”, afirma ela, que, em setembro, começa turnê internacional que passará pelos Estados Unidos e Europa.

A viagem para o Exterior renderá a Sandy diversas faltas na faculdade – ela é aluna do segundo ano do curso de letras da Unicamp. A temporada longe do Brasil a afastará também do namorado, o músico Lucas Lima. Eles se conhecem há 7 anos, e, após um breve namorico na adolescência, estão juntos há dois. A relação parece predestinada a acabar no altar. “Nossa intenção é um dia casar. Mas não tem nada certo, nenhum plano, nenhuma providência sendo tomada”, diz, ao desmentir que teriam ficado noivos em fevereiro. “Nasci para ser mãe. Tenho um instinto maternal forte, que eu quero botar para fora assim que achar que está na hora. Quero ter dois ou três filhos. Vou ser
uma mãe cabeça aberta, mas daquelas exigentes, que botam limites. Vou ser linha dura.”

Papo-firme
Voto para presidente: “Não sei, está muito difícil.”
Governo Lula: “Estou muito insatisfeita com o governo em geral,
mas gosto de ter esperanças, de achar que vai melhorar.”
Livro que está lendo: Quando Nietzsche Chorou, de Irvin D. Yalom.
Último filme que assistiu: O Segredo do Abismo.
A última vez que sorriu: “Agora (risos).”
A última vez que chorou: “Fiquei com os olhos cheios de lágrimas quando o Brasil perdeu a Copa.”
Do que tem medo: “Da morte. Meio profundo, né?.”
Um pesadelo recorrente: “Muitas vezes sonho que pessoas próximas a mim morreram. Vivo chorando em sonho.”
A maior mentira que já contou: “Se eu contei a mentira não é
agora que vou revelar (risos).”
Aborto: “Cada caso tem que ser avaliado. Não dá para fazer um pré-julgamento, dizer é crime, sou a favor, ou sou contra.”
Sexo: “É uma extensão do amor.”
Drogas: “Tira o controle, então não apóio. Não quero experimentar.”
Rock’n’roll: “É tudo de bom. Se a vida fosse só rock’n’roll seria ótimo.”
A última vez que levou um fora: “Já dei fora, mas nunca levei
um, acredita?”

Agradecimentos: Hotel Royal Palm Plaza, Puma, Carmim, Farm, My Ass para Berlinder, Sandra Silveira, Folk, Costume, Cavalera, Sarah Chofakian, Clube Chocolate, Amp
Estilo e Produção: Picida Gonçalves e Renata Filosi Beleza: Henrique Mello. Tratamento de Imagem: Claudio ishi/eclipse digital