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Tommaso Buscetta
Casado com uma brasileira, o mafioso que ajudou a combater a máfia morre aos 71 anos

Foto: Reprodução
Buscetta e sua esposa em 1995, e deportado em 1983: arrependimento

O chefão mafioso Tommaso Buscetta mudou a história do crime organizado. “Dom Masino”, como era chamado, foi o primeiro dos chefões arrependidos que colaboraram com a justiça italiana a partir de 1986 para desbaratar a máfia siciliana e suas ramificações internacionais. Foi um duro golpe para a organização, iniciando um processo que levou à prisão de 366 chefões e seus colaboradores. Sua conversão deveu-se à repulsa que sentia pela nova máfia, movida pelo narcotráfico.

“Sou um homem velho e atormentado, dei-me conta do ponto a que chegamos e por isso decidi ajudar a polícia”, declarou, em 1994. Nascido em Palermo em 1928, caçula de 17 irmãos, ele cresceu no mundo romântico da velha Cosa Nostra. Teve muitas amantes e três casamentos, o último deles com uma brasileira, Maria Cristina de Almeida Guimarães, com quem tem dois de seus sete filhos. Preso e deportado do Brasil em 1972, ele foi preso novamente no País em 1983 e entregue à polícia norte-americana. Ele vivia nos Estados Unidos protegido pelo FBI, pois era jurado de morte pelas famílias cujos chefões foram presos a partir de suas revelações. Ele morreu no domingo 2, em Nova York (EUA), aos 71 anos, em decorrência de câncer.

Foto: AP
Freund: retratos dos maiores do século

Gisele Freund, fotógrafa alemã que produziu retratos clássicos das maiores personalidades artísticas do século 20, morreu devido a um ataque cardíaco na sexta-feira 31, em Paris, aos 91 anos. Depois de deixar a Alemanha, em 1933, Gisele foi viver na França, onde tornou-se um dos pilares do movimento feminista. Trabalhou para revistas como Life, Picture Post, Paris Match e Weekly Illustrated. Produzidos até os anos 70 entre Paris e Londres, seus retratos são um quem-é-quem das artes no século 20, destacando-se entre eles Jean Paul Sartre, Jean Cocteau e André Malraux.

Olavo Franco Bueno Júnior, vice-presidente-sênior do Banco Itaú, morreu de câncer no domingo 2, no hospital Albert Einstein, em São Paulo, aos 59 anos. Bueno Júnior trabalhava no banco desde 1974, vindo de outra empresa do grupo, a Duratex. Formado em engenharia mecânica, com pós-graduação em finanças, o executivo foi o principal responsável pela aquisição do Banerj, comprado pelo Itaú em 1997. Seu corpo foi sepultado no domingo 2, no cemitério São Paulo.

O general Antonio Carlos Muricy, um dos líderes do golpe militar de 1964, morreu na quinta-feira 30, aos 93 anos, no Rio de Janeiro, de edema pulmonar. Muricy conspirou contra o vice-presidente João Goulart para impedi-lo de assumir a presidência, em 1961, e teve papel ativo no movimento que levou os militares ao poder com o golpe de 1964. Preso a uma cadeira de rodas devido à degeneração dos órgãos, há cinco anos o general não saía de casa. Seu corpo foi sepultado no cemitério São João Batista. Deixa mulher e sete filhos.

 

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