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Suzana Vieira

“Não há ninguém interessante aos 20 anos”
Casada com empresário 17 anos mais novo, atriz não se sente ameaçada por mocinhas

Viviane Rosalem

André Durão
Suzana em seu camarim: “O Carson pode até sentir atração por uma mulher de 20 anos, porque ele fica fascinado com as gostosas, mas depois do convívio comigo, duvido que ele tolerasse”

No dia 2 de março, Suzana Vieira assoprou 30 velinhas de um bolo confeitado por ela mesma. Naquela data, a atriz, de 54 anos, comemorou 30 anos de Rede Globo. Com o mesmo entusiasmo de quando estreou na emissora, na novela Pigmaleão 70. Em 40 anos de carreira, Suzana fez pouco teatro, quase nenhum cinema, mas extrapolou na tevê. De férias, desde sua 32.ª novela, Andando nas Nuvens, Suzana aproveita o tempo livre para curtir o empresário Carson Gardeazabal, 37, com quem está casada há 14 anos, e os dois netos, Bruno, 2, e Rafael, 3. Eles moram em Miami com o pai, o único filho da atriz, Rodrigo Otávio, 33, fruto de seu primeiro casamento, com o diretor Régis Cardoso. A Gente, ela diz que prefere os homens mais jovens e que dá satisfação de tudo para o marido e para o cachorro.

Você já disse um não para uma convocação da Globo?
Não. Trabalho lá e, se me escalam para uma novela, não fico com essa frescura de dizer que vou para casa estudar o papel. Aceito na hora e tento fazer o melhor, mesmo que eu fique insatisfeita com o trabalho. Muitas vezes, o público não tem a menor idéia de que estou profundamente desgastada ou triste com uma personagem. Geralmente, minhas maiores brigas são com as figurinistas. Elas têm mania de inserir em todos os personagens o que qualificam como moda. Me irrita e acabo discutindo com elas.

Gosta de contracenar com os novos atores?
Se forem talentosos, sim. O Fábio Assunção fez duas novelas comigo e eu dava duro nele. Via que tinha talento e decorava bem o texto. E eu ficava em cima para ajudá-lo. Assim como o Caio Blat. Prefiro trabalhar com atores que demonstrem a mesma sintonia que a minha. Nunca com os que estão de passagem.

Acha que as novelas brasileiras mudaram?
Estão muito longas. Você fica repetindo demais e não evolui como ator. Tanto que você vê atores se destacando mais em minisséries, que são obras curtas, têm uma direção boa e uma homogeneidade. Adoraria só fazer seriados se a Globo investisse só nisso. Num seriado, tudo vale a pena, até o menor papel.

Depois de 40 anos de carreira, você vive numa situação confortável financeiramente?
No Brasil, ninguém está confortável, a não ser grandes políticos que fizeram grandes fortunas.

Recebe um bom salário?
Dentro da Rede Globo, recebo. Estou na primeira linha para os parâmetros dos salários da emissora. Na primeira linha de atores, e não de apresentadores, que ganham uma fábula. Não deveria ser assim. O que é que dá audiência? Novela.

O elenco da Globo poderia ganhar mais?
Claro. Eu, Antônio Fagundes, Regina Duarte, José Wilker, Tarcísio Meira, Glória Meneses, somos a base da Globo. Nós fizemos a história da emissora. Se a gente estivesse em outro país, seria diferente. Fui fazer novela no México, certa vez, ganhando US$ 20 mil. Eles viram meu salário aqui, que valia na época uns US$ 2 mil, e me ofereceram US$ 20 mil. Foi uma felicidade até eu descobrir que a protagonista ganhava US$ 50 mil. Soube que a Thalia (atriz mexicana) ganha US$ 100 mil por mês para fazer uma novela.

Você é exigente?
Sou cronometrada, disciplinada e brigo muito com o Carson, que tem uma cabeça mais fresca do que a minha. Sou um coronel em casa. Se você tem que limpar, deve fazer bem feito. Não justifica tirar um cinzeiro do lugar e ver que está sujo atrás. Isto é coisa de pessoa relaxada. A felicidade é ter a cozinha digna de um elogio porque o ser humano é carente e precisa disso. Com relacionamentos, já fui mais exigente, mas reconheço que sou chata. Controlo até a alimentação do Carson. Às vezes, ele me deixa falando sozinha.

Muda sempre de humor?
Mudo. É só invadir a minha privacidade. Quando um diretor faz uma grosseria num estúdio ou quer se meter no meu personagem, fico mal- humorada. Isso aconteceu em Por Amor. Estava com a Branca (sua personagem) há cinco meses fazendo sucesso e um novo diretor veio querendo modificá-la. Cortei logo o barato: “Cara, a Branca é minha e ninguém tasca”. Se eu me sentir invadida, viro um cachorro alemão. No geral, sou preocupada, sofro por amor, morro de saudades do meu filho, tenho prisão de ventre, ou seja, sou igual a todo mundo. Só que a minha alegria de viver é intensa. Detesto gente chata e deprimida reclamando do meu lado.

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