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Lima Duarte

Fernando Galotta
Hoje, ao completar 70 anos: “Voz de sovaco”

Era a década de 50. Ariclenes Venâncio Martins havia trocado mais de dez anos antes o cargo de carregador de caixas de frutas no Mercado da Cantareira, em São Paulo, pelo de operador de som da rádio Difusora. Ele queria ser locutor, mas foi reprovado. Disseram que ele tinha “voz de sovaco”. “No entanto, mais adiante o diretor artístico quis fazer uma rádio mais inteligente, com pessoas ligadas às artes, por isso eu e o Chacrinha fomos chamados”, lembra Lima Duarte, nome artístico que assumiu ao começar a trabalhar como ator. “Eu era e ainda sou amante fervoroso do jazz, por isso levava ao ar ídolos como Duke Ellington, Stan Kenton e Count Basie”, diz. Seu programa, o PRF-Música, trazia como inovação o próprio locutor operando a mesa de som, um milagre para a tecnologia da época. “Como os senhores podem adivinhar, foi um fracasso”, confessa Lima. Graças a seu forte sotaque mineiro, no entanto, ele foi convidado a interpretar um caipira num radiodrama. Assim surgiu o ator que, em quatro décadas de carreira e 26 telenovelas, criou tipos populares como Zeca Diabo, Sassá Mutema e Sinhozinho Malta. “A tevê só existe graças aos homens de rádio”, diz ele. Lima Duarte completou 70 anos de vida na quarta-feira 29.

 

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