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Ele tem um quarto rebento, além das filhas
Roberta, de 13 anos, Giovanna, de 11, e Roberto
Carlos Júnior, de 7, adotado, todos do
primeiro e até agora único casamento.
Gente descobriu com exclusividade uma
história da vida do jogador Roberto Carlos,
lateral-esquerdo da Seleção Brasileira,
que apenas os mais íntimos conheciam. Carlos
Eduardo, de 3 anos, é filho do craque com
a estudante de jornalismo paranaense Simone Hamilko,
de Curitiba. O caçula é a cara do
jogador, como ressalta o orgulhoso pai. São
idênticos até nos cabelos raspados.
Cadu, como é apelidado em família,
tem também as coxas grossas e o sorriso
fácil do craque, além de demonstrar
precocemente que leva jeito com a bola. Roberto
Carlos sempre quis assumir publicamente o filho
– mas a pedido da mãe do menino,
que alega não ser figura pública,
nunca tocou no assunto. Na entrevista a seguir,
feita em Bergisch Gladbach, na Alemanha, o jogador
relata detalhes inéditos da relação
com o garoto e com a mãe.
Como é
sua relação com a Simone, mãe
do Cadu?
Muito boa, ela é gente
fina. Nos falamos quase sempre. Aqui mesmo da
Alemanha, da concentração em Königstein
e agora em Bergisch, converso com ela e com
o Cadu pelo telefone praticamente todo dia.
A Simone é uma ótima pessoa, uma
mãe de primeira.
Como você
a conheceu?
Foi em um treino da Seleção
em Curitiba, anos atrás. Conversamos,
ficamos amigos, depois ela foi para Madri e
ali nossa relação
começou de verdade. Ficamos juntos mais
ou menos um ano, mas sempre tive que viajar
muito.
Aí ela
engravidou...
Isso mesmo. Fiquei muito feliz,
mas imaginava uma outra vida. Tinha me separado
recentemente, não era hora de ter outro
casamento. Por isso não ficamos juntos.
Mas quando soube da gravidez do Cadu, não
tive dúvida nenhuma, reconheci o menino
na hora, acelerei toda a papelada, fiz tudo
certinho. Ora, é meu filho. Tenho ajudado
os dois. Comprei uma casa para a Simone em Curitiba,
mando dinheiro. Sou um pai presente, na medida
do possível.
Você vê
o Cadu com freqüência?
Menos do que gostaria. Como moro em Madri, nem
sempre dá para ficar junto com os filhos.
A Roberta, a Giovanna e o Roberto Carlos Júnior
também sempre quis ver mais. Mas a vida
é assim. Logo depois da Copa vou tirar
férias com todos eles, com os quatro.
Vamos para Porto Seguro, atrás do sol
brasileiro.
Sozinho com os
quatro? Não dá, né? Levo
minha mãe para
dar uma força. Você sabe trocar
fraldas?
Hum... sou horrível para isso. Quando
a Roberta era pequena,
antes de eu ir para a Europa, até tentava
mais. Mas não dá para
dizer que sei.
Nessa viagem com
os quatro filhos e sua mãe, se for preciso
cortar o bife, dar banho na criançada...
Aí ajudo, claro. Isso
eu faço mesmo, tento sempre ser um bom
pai.
Só não posso mais dar banho na
Roberta, porque ela está bem crescidinha.
Mas nos outros, pode ter certeza.
Você tem
duas filhas e um menino adotado. Como é
ter um outro filho homem?
Muito legal. Ele é
a minha cara. Quando ele nasceu, tive a mesma
felicidade que meu pai teve comigo. Lá
em casa eram três meninas, três
irmãs. Quando nasci, foi a alegria do
velho, porque alguém poderia virar jogador
de futebol.
E o Cadu, se quiser
jogar bola?
Se for o caso, se ele quiser,
vai ser jogador de futebol, sem problema. A
Simone acha que ele leva jeito. Tem as coxas
grossas e chuta forte de esquerda. Olha, ele
já torce pelo Real Madrid. Antes da Copa,
ele e a Simone passaram um tempo comigo na Espanha.
Você precisava ver a alegria dele quando
tirou fotos com o Robinho e o Ronaldo.
Como você
se definiria como pai?
Tento transmitir aos quatro o que aprendi com
meus pais, apesar de todas as dificuldades.
A honestidade e sinceridade são as coisas
mais importantes. Quero que elas cresçam
assim – e sempre com alegria, de bem com
a vida, do jeito que tento ser.  |