O
Fantástico resolveu acabar com as
dúvidas dos brasileiros aficionados por futebol.
Afinal de contas, o que os jogadores e a comissão
técnica tanto conversam em campo? Para sanar
a questão, o programa da Globo convocou uma
equipe treinada em leitura labial.
Inicialmente previsto para ser exibido como uma
reportagem no domingo 18, o material originou um quadro
que permanecerá no ar até o final da
Copa para o desespero do técnico Carlos Alberto
Parreira, que não
gostou nem um pouco da idéia. “Fiquei
triste e desapontado, achei que fosse uma prática
superada”, disse ele, em entrevista a um site.
De acordo com o treinador, a emissora já havia
tentado fazer o mesmo
antes. “Erraram agora como erraram em 1994.
O pior é que sempre
erram por incompetência.”
Na análise da partida contra o Japão,
segundo os leitores labiais, Parreira falou mal dos
críticos que pedem que ele tire Ronaldo, e,
em conversa com Zagallo, se mostraria em dúvida
quanto ao meio de campo. “Gostei muito (do
Gilberto Silva). Se tirarmos o Emerson vai ser
f...”
Em nota oficial, a Globo lamenta que possa ter aborrecido
o técnico
da Seleção porque “considera o
quadro um dos momentos mais bem-humorados do programa”
e afirma que enviou uma carta a Parreira
“se desculpando pelo uso sugerido de palavrões,
mesmo abafados
por efeitos sonoros”.
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