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| O
trio faz rock sujo com referências
que vão da eletrônica ao gótico |
Primo-irmão da dupla White Stripes, o trio
americano Yeah Yeah Yeahs segue a mesma cartilha do
rock sujo. No segundo álbum, Show your
Bones, o grupo mantém e aprimora o espírito
de garagem que lhe angariou seguidores desde que o
disco de estréia, Fever to Tell (2003),
passou a ser cultuado na cena hype. E, como antes,
o grande destaque continua sendo os vocais quase punks
de Karen O, que se situam entre o canto de Chrissie
Hynde, Siouxsie (da banda Siouxsie and the Banshees)
e o de PJ Harvey. Para quem valoriza a sujeira, a
faixa “Fancy” é a melhor pedida.
Mas o Yeah Yeah Yeahs, que vem ao Brasil tocar no
Tim Festival 2006, em outubro, também se permite
transitar por universo (um pouco mais) pop. “Cheated
Hearts” e “Honeybear” certamente
soam mais palatáveis que “Phenomena”,
tema em que a pegada de garagem do trio fica mais
climática. A propósito, um mosaico de
referências, que vão da eletrônica
ao rock gótico, costura as 11 urgentes músicas
do CD condensadas em 39 minutos. A qualidade da gravação
é propositadamente colegial para valorizar
a crueza das levadas do guitarrista Nick Zimmer e
do baterista Brian Chase. O que não dá
para entender é a gravadora Universal Music
ter lançado Show your Bones no Brasil
com capa que omite o nome da banda e o título
do CD, já que ambos aparecem destacados na
capa da edição americana. O encarte,
pelo menos, conserva as belas ilustrações
que identificam cada música. Sujeira moderna.
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