Diversão & arte - Gastronomia  
Foco - Alfajores Havanna
O argentino preferido dos brasileiros
Fernando Oliveira
Divulgação
Tradição portenha, o alfajor não
se limita a uma sobremesa
Os brasileiros vão trocar o pão de queijo pelos alfajores. Pelo menos no que depender do Café Havanna, que abriu as portas em São Paulo na quarta 28. Com mais de 200 lojas espalhadas pela Argentina, Chile e Uruguai, o Havanna pretende abrir mais oito lojas até o final do ano em São Paulo. Para 2007, está prevista a inauguração de outras 20 filiais na capital paulista e em Curitiba. “Estamos convencidos de que há um grande mercado no Brasil”, afirma o gerente comercial da Havanna na Argentina, Alan Aurich. “Cerca de 60% dos turistas que compram alfajores na Argentina são brasileiros.”

Aurich explica facilmente a identificação do Brasil com o doce. “O alfajor é como pão de queijo no Brasil, é consumido a qualquer hora do dia e não apenas como sobremesa”, compara ele. O processo de produção do doce é o grande diferencial. “É um processo muito bem cuidado, mecanizamos o menos possível. Temos cerca de 400 pessoas contratadas apenas para colocar artesanalmente a cobertura e o recheio”, diz Aurich.

O alfajor é coberto por uma camada de merengue ou de três tipos de chocolate fundidos e o recheio de doce de leite guarda segredos em uma fórmula tida como exclusiva. Para o gerente, a história do doce se funde com a infância dos argentinos. “O Havanna nasceu em Mar del Plata, uma praia que fica cheia no período das férias”, conta ele. “O grande sucesso se deu graças às crianças que costumavam comê-lo.”

Havanna Café – r. Bela Cintra, 1829, São Paulo, tel.: (11) 3082-5722.