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Vinícola do
Vale do Meão, na região do D’Ouro:
antiga produtora do Barca Velha |
Se você ainda acha que para produzir vinhos
as uvas têm de ser unicamente pisadas por camponeses
descalços, perca o romantismo. Ao visitar uma
vinícola portuguesa, verá que o pé
humano apenas inicia o trabalho. O restante do processo
se dá com um pé mecânico, como
na Quinta do Castro. “Temos um robô que
entra em ação depois da pisa inicial”,
afirma o enólogo Thomás Roquette. Para
fazer o “Xisto”, a Quinta da família
Roquette associou-se à de Jean-Michel Cazes,
na França, e inovou na produção.
“A evaporação, o rótulo,
tudo foi conseguido devido à experiência
dos franceses, que trabalham a vinificação
de maneira diferente”, diz Roquette. “Criamos
cubas cônicas para que o líquido seja
retirado e depois colocado de volta, deixando a bebida
‘respirar’.”
As máquinas têm sido bem recebidas
até em vinícolas tradicionais. “O
vinho ganhou qualidade com a mecanização
e praticamente todas as produtoras estão se
modernizando”, diz Maria Isabel Garrett, uma
das proprietárias da bicentenária Almeida
Garrett. Maria Isabel ainda atrela
a qualidade dos vinhos às recentes safras.
“Em 2005, o clima permitiu
o aumento da concentração de açúcar
na uva, que amadureceu melhor,
e pudemos fazer uma melhor separação.”
A qualidade dos vinhedos
pode ser atestada por produtores como Francisco Olazabal,
que foi
dono das vinhas que produziram o tradicional Barca
Velha e resolveu
ter a própria vinícola, a Quinta do
Vale Meão. Sinal de que tradição
e tecnologia podem ser aliadas. |
| Qualidade lusa
O uso de novas tecnologias e as recentes safras fizeram
com
que Portugal produzisse vinhos de grande qualidade.
Veja quatro
vinhos que valem a pena ser conhecidos:
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Tido
como um dos melhores,
o Barca Velha pode ser encontrado nas safras 1985
(R$ 936), 1991 (R$ 624) e 95 (R$ 504) |
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Produzido
com as mesmas uvas com que era feito o Barca Velha,
o Quinta do Vale Meão
(R$ 256,45) desponta como grata novidade |
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O reserva Almeida
Garrett
(15 euros) é formado por uvas como a Alicante,
Cabernet Sauvignon
e Merlot. |
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O Xisto 2003 (R$
350)
une castas portuguesas
e francesas como a Touriga Nacional, Touriga França
e a Tinta Roriz |
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