Diversão & arte - Exposição  
Foco - Quai Branly
França ganha museu do mundo inteiro
Fernando Oliveira
Fotos: Divulgação
Vestimenta indígena da tribo Munduruku, do Pará
(à dir.), é destaque do acervo do museu localizado perto da Torre Eiffel: novo ponto obrigatório de Paris
O último grande
terreno da margem esquerda do Rio Sena foi ocupado por uma construção pouco modesta. Onze anos depois do anúncio, Paris finalmente ganha o Complexo Cultural Quai Branly. Inaugurado na terça-feira 20, o museu já figura como ponto obrigatório para qualquer turista que passar pela cidade disposto a apreciar sua cultura. O espaço conta com um acervo de mais de 300 mil objetos de civilizações não-européias e consumiu 235 milhões de euros e 3,5 mil toneladas de material de construção em cinco anos.

Desenvolvido pelo arquiteto Jean Novel, o projeto possui 40,6 mil metros quadrados de área e conta com quatro prédios que abrigam museu, midiateca, salas de aula, livraria e ateliês de restauro, além de um jardim de 18 mil metros quadrados. Em exposição permanente estão 3,5 mil obras divididas em quatro áreas, África, Ásia, Oceania e Américas. As peças foram reunidas a partir de doações de instituições como o Museu do Homem e os Museus das Artes da África e da Oceania.

A área das Américas conta com 900 itens em 65 vitrines. O Brasil está presente com peças vindas de tribos indígenas como os Caiapós e os Mundurukus, do Pará e do Amazonas, e os Bororos, de Mato Grosso. É possível encontrar vestimentas, pentes, brincos, colares e chocalhos feitos pelos índios brasileiros. Encarado como a grande obra do governo de Jacques Chirac, o complexo não passará despercebido aos olhos de quem estiver perto da Torre Eiffel.

37, quai Branly – Portail Debilly, Paris.