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| Vestimenta
indígena da tribo Munduruku, do Pará
(à dir.), é destaque do
acervo do museu localizado perto da Torre
Eiffel: novo ponto obrigatório de Paris |
O último grande
terreno da margem esquerda do Rio Sena foi ocupado
por uma construção pouco modesta.
Onze anos depois do anúncio, Paris finalmente
ganha o Complexo Cultural Quai Branly. Inaugurado
na terça-feira 20, o museu já figura
como ponto obrigatório para qualquer turista
que passar pela cidade disposto a apreciar sua
cultura. O espaço conta com um acervo de
mais de 300 mil objetos de civilizações
não-européias e consumiu 235 milhões
de euros e 3,5 mil toneladas de material de construção
em cinco anos.
Desenvolvido pelo arquiteto Jean Novel, o
projeto possui 40,6 mil metros quadrados de
área e conta com quatro prédios
que abrigam museu, midiateca, salas de aula,
livraria e ateliês de restauro, além
de um jardim de 18 mil metros quadrados. Em
exposição permanente estão
3,5 mil obras divididas em quatro áreas,
África, Ásia, Oceania e Américas.
As peças foram reunidas a partir de doações
de instituições como o Museu do
Homem e os Museus das Artes da África
e da Oceania.
A área das Américas conta com
900 itens em 65 vitrines. O Brasil está
presente com peças vindas de tribos indígenas
como os Caiapós e os Mundurukus, do Pará
e do Amazonas, e os Bororos, de Mato Grosso.
É possível encontrar vestimentas,
pentes, brincos, colares e chocalhos feitos
pelos índios brasileiros. Encarado como
a grande obra do governo de Jacques Chirac,
o complexo não passará despercebido
aos olhos de quem estiver perto da Torre Eiffel.
37, quai Branly – Portail
Debilly, Paris.
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