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Separados pelo Casamento

Indeciso no gênero, o diretor Peyton
Reed faz filme indiferente

Suzana Uchôa Itiberê

Divulgação
Vince Vaughn e Jennifer Aniston:
paixão nascida no set
Brad Pitt encantou-se com Angelina Jolie nos sets de Sr. e Sra. Smith e, pouco depois, trocou Jennifer Aniston pela morena de lábios carnudos. O público curtiu a química dos astros, e o filme fez enorme sucesso. Muito bem. Agora chega por aqui Separados pelo Casamento, que terminou com a abandonada Jennifer nos braços de seu parceiro de cena, Vince Vaughn. Os fãs lotaram os cinemas para ver os novos pombinhos como uma dupla carismática. Vaughn é um falastrão nato e diverte com sua esperta matraca, enquanto Jennifer transita bem entre os tipos espevitada e donzela chorosa. A empatia dos protagonistas não sustenta, porém, a frágil direção de Peyton Reed (Abaixo o Amor).

A trama narra o fim da união de dois anos entre Brooke (Jennifer), a gerente de uma galeria de arte, e Gary (Vaughn), cervejeiro, louco por videogame e dono de uma empresa de turismo em Chicago. Eles já surgem às turras, pois os momentos felizes se resumem a fotos nos créditos iniciais. É difícil torcer por um casal que sabe-se lá por que se apaixonou. Como ninguém quer sair, o apartamento deles vira um campo de batalha. Pensou em A Guerra dos Roses? Não se iluda, pois este aqui jamais alcança a intensidade do insano duelo de Michael Douglas e Kathleen Turner. Reed faz uma mescla indecisa entre comédia, romance e drama e, no fim, só provoca indiferença. Estranho casal.