Reportagens  
Leandro Pimentel
Gisele garante que o seu corpo, aos 25 anos, mudou: “Muitas roupitchas favoritas hoje não
me servem. Desde que parei
de fumar (no início de 2005),
perdi uns 20 jeans”
Novo sorriso: Gisele está
usando um aparelho ortodôntico, do tipo invisalign, quase imperceptível, por se tratar de um molde transparente, sem fios ou metal, que ela não tirou nem nas sessões de foto
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Capa - Fashion Rio
Gisele Bündchen a top na crista da onda

continuação
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Divulgação
Gisele e Guga jantaram com amigos na churrascaria
Porcão, no Rio: “Guga é meu amigo”, garantiu ela,
ao desmentir suposto affair
Você tem sonho de se casar de véu e grinalda?
Não tenho sonho de princesa. Tenho sonho de casar de branco, mas não em um vestido tradicional. Essa não é a minha idéia de casamento. Jamais usaria véu, grinalda e aquele vestidão. Não combina comigo. Sou muito mais relax. Você acha aquela coisa confortável? Deve ser um peso. Você chega ao final da festa arrasada, quando tem que estar feliz e aproveitando seu casamento. Mas eu ainda não pensei no meu vestido, já que ainda não pensei em casar.

Que tipo de roupa nunca usaria?
Nunca usaria roupa desconfortável. Preciso me sentir bem, confortável, para ser quem sou. Não entendo quem veste uma roupa que não deixa a pessoa se mexer nem respirar direito. Conforto é a palavra-chave para tudo na vida.

Você já usou muita coisa desconfortável?
Na passarela, obviamente, sim. Já fiz muito John Galliano, com aqueles corselets que apertavam as costelas. Não dava para respirar, não conseguia sentar nem tomar água. Fico com pena das mulheres de antigamente que tinham de usar espartilhos. Não consigo ficar com aquilo mais que uma hora.

Qual é a peça mais curinga do seu guarda-roupa?
Sempre uso jeans. É sempre confortável, vai com tudo. Durante o dia, coloco uma blusinha. Se tenho uma reunião à noite e não tô a fim de tomar um banho, é só mudar a blusa e o sapato.

É do tipo que tem dificuldade para se livrar de algumas
peças de estimação?
Eu tenho umas roupas, uns All Stars, que as minhas irmãs olham e dizem: ‘Pelo amor de Deus, joga isso fora, está cheio de furo!’. Tenho algumas coisas que são como aquele cobertor de quando você era criancinha. Não dorme sem. Tenho aquele jeans, aquela camiseta que está comigo há 15 anos, sei lá, e não tenho como me desfazer. Mas são poucas peças. Até porque meu corpo mudou. Hoje já não cabe mais tudo que cabia antes. Muitas roupitchas favoritas hoje não me servem. Desde que parei de fumar (no início de 2005), perdi uns 20 jeans. Mas tudo bem. Os que eu mais gostava ainda me servem. Estão tão ferrados, que já virou stretch.

Você é consumista? Vai a shoppings?
Sou consumista, não posso esconder. Mas não costumo sair para fazer compras. Geralmente, compro enquanto trabalho. Tenho sorte. Trabalho com estilistas maravilhosos. No trabalho, vejo araras cheias de coisas legais e pego duas, três peças. É meu shopping. Odeio lojas de departamento. Não consigo nem entrar. Fico confusa. Gosto de lojinhas menores. Mas sempre faço compra no Natal. Um mês antes, preparo minha lista. Como tenho cinco irmãs, família grande, é obrigação fazer compras.

Como você se veste para pegar onda?
Se tiver quente, como no Brasil, dá para surfar de biquíni, o que é bem melhor. Se for numa água fria, tem que ter uma roupa especial, porque senão você congela. Mas eu não surfo muito, pois não tenho tempo. Só nas férias. Faz muito tempo que não surfo. (risos)

Quando foi a última vez que você surfou?
A última vez foi em fevereiro. Conta aí quantos meses. Faz
muito tempo.

Ninguém acreditou que você só teve cinco namorados, contando com Kelly Slater e Leonardo Di Caprio, como
você recentemente declarou a uma revista.

Não falo de minha vida pessoal, não sei como estas coisas aparecem. As pessoas que falem o que elas querem falar, mas eu vou continuar não falando da minha vida pessoal.

Vai acompanhar a Copa do Mundo?
Claro. Quero ver o Brasil ganhar. Não vou poder ir pessoalmente, mas vou tentar ver pela televisão. Vou gravar os melhores jogos.

Como é a torcedora Gisele?
Eu não assisto muito futebol, porque nos Estados Unidos não passa muito. Mas Copa do Mundo é diferente. O Brasil é Brasil e quero assistir o meu país jogar e ganhar. Pipoca tem que ter, assim como amigo em casa, gritando quando faz gol e usando camisa do Brasil para trazer sorte.

Quem você mais admira na Seleção Brasileira?
Ronaldinho Gaúcho, com certeza. Eu o conheci há uns seis anos, quando estava vindo de Los Angeles para o Brasil. Não tinha idéia de quem ele era, que tinha jogado no Grêmio, o time que meu pai torce. É para eu ser gremista, mas nunca vi jogo do Grêmio. No check-in no aeroporto, a mulher me disse que ele era jogador de futebol e gaúcho. Eu disse: “Você é gaúcho? Eu também sou”. Ficamos lá conversando, aquela coisa de dois gaúchos orgulhosos. Eu não sabia quem ele era. Nunca tinha visto ele jogando. Ronaldinho foi muito gente fina. Nunca mais nos vimos, mas o astral dele é pra cima, positivo. Sou fã dele.