Diversão & arte - Livros - Alemanha 2006  
Amancio Chiodi

Prata reinventa a figura do
malandro em pequena e
cativante história

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Novela
Paris, 98!
Despretensão de Mario Prata é o trunfo do livro que
mostra a aventura de um brasileiro na Copa da França
Dirceu Alves Jr.

Se você está ansioso para ver o Brasil em campo e não consegue
pensar em nada além de futebol, passe a mão em um livro. Paris, 98! (Objetiva, 108 págs., R$ 19,90), a saborosa novela lançada por Mario Prata às vésperas da Copa da Alemanha, é um show de bola até para quem não curte ver o tempo passar com a ajuda da literatura. Divertido, bem amarrado e fácil de ler, é um daqueles livros que consomem pouco tempo, talvez menos que os 90 minutos de uma partida, e deixam a sensação de um golaço.

Prata, como sempre, não escreve apenas, bate papo com o leitor. E
para contar essa história criou Gregório, um brasileiro típico, ferrado até
a alma. Recém-casado, ele mal respira com tantas dívidas e, em um sorteio promovido por um magazine, ganha um pacote completo para acompanhar a Copa da França. Trocar o prêmio pelo dinheiro resolveria sua vida, mas como perder a chance de ver Ronaldo e Cafu nos
gramados europeus?

Com a coloquialidade habitual, o autor reinventa o retrato do malandro. Nada de navalha e sapato bicolor. Hoje esse cara dá duro e não consegue tempo, dinheiro e energia para a farra. Curte a vida quando a oportunidade se faz. E justamente a despretensão é o trunfo de Paris, 98!. Prata, malandro que é, não deve ter perdido muitas horas no computador e presenteou mesmo os que não são chegados na leitura com um gol de placa. Show de bola.