Celebridade  
Prensa Três

Sensual, em 1974 a atriz Betty Faria viveu uma famosa cantora
de rádio no filme A Estrela Sobe, obra que lhe rendeu o prêmio
de melhor atriz.

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Betty Faria

por Juliana Bianchi

Leandro Pimentel
Ao completar 65 anos, ela
deve voltar aos palcos este
ano, ostentando a mesma
forma invejável
Quando o cineasta Bruno Barreto,
então com 19 anos, bateu na porta
de Betty Faria em 1974, convidando-a para ser a protagonista do filme A
Estrela Sobe
, atriz nem imaginava
que sua carreira estava prestes a
seguir o mesmo rumo sugerido pelo título. “Tinha acabado de ficar desempregada por causa da censura
da peça Calabar, de Chico Buarque e Ruy Guerra, e estava desesperada. Aquilo me caiu do céu”, lembra Betty.
No papel de uma famosa cantora de rádio, foi condecorada com o Prêmio Air France, o mais importante da época. “Apesar de já ter feito muitos trabalhos no cinema, esse foi o filme que realmente me lançou. É uma pena estar preso no espólio do Walter Clark”, lamenta Betty, em referência ao processo que envolve o co-produtor e impede a exibição do longa. Desde então, ela interpretou obras de Nelson Rodrigues, cantou e dançou na TV Excelsior e fez sucesso como Tieta do Agreste, na Globo. Mas a obra que a lançou não deverá cair no esquecimento. Durante o 10º Festival de Cinema Brasileiro de Miami em junho, Betty, que será homenageada no evento, pretende repetir no palco cenas do filme. Será um aquecimento para o pocket-show que vai estrear ainda este ano. “Há muito tempo estou me devendo voltar aos palcos cantando e dançando”, diz ela. No segundo semestre, a atriz, que em 8 de maio completou 65 anos, 43 deles atuando, participará das filmagens do novo filme de Hector Babenco, O Passado.