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Lécio
do Nascimento
Fundador do conjunto The Fevers e
um dos melhores bateristas da Jovem Guarda, Lécio
do Nascimento morre aos 55 anos
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Foto: Reprodução / AE
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baterista Lécio (à dir.) com membros
dos Fevers: quebra-galho |
No tempo em que a juventude dançava em salões
de paróquia e misturava rum com Coca-cola, Lécio
do Nascimento era rei. Baterista fundador do grupo The
Fevers, ele acompanhou os maiores nomes
da Jovem Guarda por 27 anos, de 1964, quando fundou
o grupo, até 1991, quando ele saiu devido ao
agravamento do diabetes que o debilitava.
O
trabalho é muito puxado, ele não tinha
condições de nos acompanhar, explica
Liebert Ferreira Pinto, 53, baixista e um dos três
membros originais ainda no sexteto. Nascido em uma família
de bateristas pai e dois irmãos, todos
músicos de Barra Mansa, no Estado do Rio,
ele iniciou a carreira tocando em programas da Rádio
Mauá. Juntou-se ao grupo, que em 1964 ainda chamava-se
The Fenders, para substituir um baterista que estava
doente. Ele veio quebrar um galho e nunca mais
saiu, conta Liebert. Ele tinha uma pegada
que todos adoravam naquele tempo, lembra o amigo.
Após quatro décadas ligado à música,
com 15 discos de ouro na parede, Lécio morreu
na terça-feira 21, de insuficiência hepática,
em Itabuna, Bahia, aos 55 anos. Deixa a mulher e três
filhos.
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Foto: Gazeta de Vitória
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"Cabo"
Camata: prefeito sob suspeita
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Dejair
Camata, o cabo Camata, prefeito de Cariacica,
Espírito Santo, morreu no domingo 26 num acidente
de carro na cidade de Linhares, aos 46 anos. Ele
colidiu de frente com outro carro ao tentar forçar
uma ultrapassagem. Ex-policial, expulso da Polícia
Militar por suposta participação no crime
organizado e no grupo de extermínio Scuderie
Le Coq, Camata se tornou conhecido na campanha ao governo
estadual de 1994 por seu mote de campanha, tratamento
hediondo para os bandidos. O prefeito daria depoimento
em 10 de abril na CPI que investiga o narcotráfico,
em Brasília. Seu corpo foi sepultado em sua cidade
natal, Marilândia, interior do Estado, na segunda-feira
27. Deixa mulher e quatro filhos.
Polita
Grau, ex-primeira-dama de Cuba e líder do movimento
anticastrista, morreu na quarta-feira 22, de infarto,
em uma clínica de Miami, nos Estados Unidos,
aos 84 anos. Ela recebeu o título de primeira-dama
quando seu tio solteiro, Ramon Grau San Martin, ocupou
a presidência da ilha, entre 1933 e 1934. Polita,
que no começo apoiou a revolução
cubana de 1959, rebelou-se contra a nacionalização
de empresas feita por Fidel Castro e conspirou para
derrubar o regime. Em 1965, foi enviada para a prisão,
onde ficou por 14 anos. Em Miami, para onde foi exilada,
ela tornou-se líder do movimento Peter
Pan, que estimula pais cubanos a enviarem os filhos
para serem criados por parentes em Miami.
Ian Dury, líder da banda punk britânica
Blockheads, morreu de câncer no fígado
na segunda-feira 27, em Londres, Inglaterra, aos 57
anos. Dury, um dos ícones da música
pop no final dos anos 70, foi o criador da máxima
sexo, drogas e rocknroll. Ele
não parou de trabalhar com a dissolução
da banda, em 1981. Participou em filmes como Piratas,
de Roman Polanski, além de ter sido roteirista
e apresentador de televisão. Com o reagrupamento
dos Blockheads, em 1998, ele lançou o CD Mr.
Loveplant. Deixa quatro filhos, dois do primeiro
casamento, dois do segundo.
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