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Euforia
e tristeza dos Barrichello
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Foto: Epitácio Pessoa/AE
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Nos
boxes da Ferrari, a decepção do piloto após
abandonar o GP
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Faltavam
30 minutos para a largada do Grande Prêmio Brasil de Fórmula
1, em Interlagos, e Rubens Barrichello já aguardava o sinal
verde na segunda fila. Não Rubens Gonçalves Barrichello,
o piloto da Ferrari. Mas o seu Rubens, avô e torcedor
número 1 de Rubinho. Sentado no camarote da Marlboro, patrocinadora
da Ferrari, ele aguardava a chegada da nora, Idely, da neta Renata
com o namorado, Christian, e de Silvana, a primeira-dama brasileira
em Interlagos, na tarde do domingo 26. A família Barrichello
reuniu-se 15 minutos antes do início da corrida, no ponto
mais alto da curva Laranjinha, do autódromo José Carlos
Pace. A mãe, Idely, acompanhava a movimentação
por um radinho de pilha. A mulher, Silvana, com credenciais que
lhe davam o privilégio de entrar em qualquer lugar do autódromo,
nem se movia, grudando os olhos no monitor de tevê.
Rubão,
o pai, era o único ausente. Estava no box da Ferrari. Largada.
Todos de mãos dadas. A irmã, Renata, gritava instruções
ao irmão, como se ele pudesse ouvi-la: Vai, muda a
marcha, segura, corrige o curso. O avô Rubens não
se conteve ao ver o neto ultrapassar a McLaren de David Coulthard
e assumir a segunda posição. Vamos lá,
meu filho!, gritou, com braços levantados. A imagem
da euforia durou pouco.
Na
volta número 27 Rubinho, com problemas no sistema hidráulico
do carro, parou. Ele fez tudo certo. Foi uma fatalidade,
contava Rubão, saindo de cabeça baixa ao final da
corrida.
Ao seu lado, a expressão de tristeza do avô-torcedor
só não era mais dura que seu silêncio. A relação
neto-avô é mais forte que o grande público até
agora tinha conhecimento. Dias antes da prova, Barrichello revelou
numa entrevista: Meu avô sempre foi meu grande companheiro.
Era com ele que
eu jogava boliche a tarde toda. Sinto muita falta disso. Rubens
Barrichello, o original, com certeza também sente.
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