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Revelação
Talento
de três gerações
Miguel Thiré estréia como ator em Tango, Bolero e Chá
Chá Chá, seguindo os irmãos Luiza e Carlos, o pai Cecil
e a avó Tônia Carrero
Viviane
Rosalem
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Leandro Pimentel
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“Adoro
quando alguém me diz que o talento está no sangue
ou é de família”, diz Miguel
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Desde
criança, o carioca Miguel Thiré, 17 anos,
ouvia a família dizer que ele não fugiria
à regra e seguiria a mesma profissão dos
irmãos mais velhos, Luiza e Carlos, do pai Cecil
e da avó Tônia Carrero.
Irritado,
o tímido menino não aceitava a idéia.
Entrou para o curso de teatro Tablado em 1994 a pedido
da mãe, a produtora musical Norma Thiré,
mas com o objetivo de perder a timidez e ganhar novos
amigos. Era uma grande brincadeira, conta.
Foram precisos seis anos para que Miguel se apaixonasse
pela carreira.
Só
decidi ser ator no ano passado, quando assisti a uma
aula do meu irmão num curso de interpretação,
diz. Daí em diante, manifestou tanta vontade
de atuar que a mãe sugeriu que ele participasse
dos testes para a peça Tango, Bolero e Chá
Chá Chá. Aprovado, passou a integrar o
elenco do musical, em cartaz no Rio.
Ainda fiquei em dúvida quando tive que
optar entre passar as minhas férias de fim de
ano ensaiando ou viajando, conta. O sucesso nos
palcos o levou para a tevê. Recentemente, Miguel
participou de um episódio do Você Decide,
que vai ao ar em 4 de abril. No teatro, não
tive dificuldades, mas na tevê fiquei nervoso
ao contracenar com a Betty Faria, conta.
Apesar das comparações, Miguel acredita
que o parentesco só ajuda. Abre portas,
admite. Adoro quando alguém me diz que
o talento está no sangue ou é de família.
Miguel também comemora o primeiro salário.
É duas vezes mais do que a mesada que eu
ganhava, diz. Ele planeja juntar dinheiro e comprar
um carro.
Estudante do 3.º ano do ensino médio no
Colégio Pedro II, Miguel ainda não passa
o recreio distribuindo autógrafos para os colegas.
A tietagem fica por conta do seu atual professor de
História, fã de Tônia Carrero. No
primeiro dia em que ele deu aula na minha turma, foi
divertidíssimo porque começou a enaltecer
minha avó sem saber quem eu era, conta.
Depois, disse que me daria zero se não
levasse um autógrafo dela para ele, diverte-se.
Miguel já está acostumado com o assédio.
Na época em que meu pai fez o assassino
na novela A Próxima Vítima, era um acontecimento
quando ele ia me buscar na escola, conta Miguel.
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