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Mais Perto
Babenco volta ao teatro com texto divertido e contemporâneo

Neuza Sanches

Flávio Colker

Hector Babenco acertou ao voltar ao teatro depois de um jejum de 12 anos. Topou dirigir Mais Perto, uma comédia escrita por Patrick Marber, um dos mais cultuados dramaturgos ingleses da atualidade. O cineasta brasileiro pegou ainda um grupo seleto de atores brasileiros, como Renata Sorrah, Marco Ricca e José Mayer, além da jovem atriz Guta Stresser.

O resultado é uma peça divertida, rica em diálogos que desnudam as facetas do homem em seus relacionamentos afetivos. A trama se passa na Londres dos anos 90, onde quatro pessoas se conhecem e vivem uma história de amor, sexo, traição e, sobretudo, solidão. Juntos, eles somam as possibilidades afetivas e dividem as dificuldades de relacionamentos.

Babenco aproveita o tema contemporâneo e projeta em tela gigantesca, de 6 por 7 metros, um diálogo entre dois internautas – o dermatologista Larry (Mayer) e o jornalista fracassado Dan (Ricca), que finge ser a fotógrafa solitária Anna (Renata Sorrah). São alguns minutos silenciosos, que poderiam seduzir o espectador mais atento a cair no sono profundo. Mas o batuque das teclas do computador, ao contrário, desperta.

O diálogo é criativo e engraçado. Aproveita com esmero a linguagem cifrada utilizada pelos ávidos aliados à navegação virtual. E se torna um dos pontos altos da peça. “Como vc é?”, pergunta Larry. “Sou linda, alta, loira e gostosa e quero transar com vc”, responde Dan. Quando cai no drama pessoal, porém, o texto se arrasta. Chega a ficar cansativo. Mas nada que faça com que o público se mexa mais do que três vezes na poltrona.

Renata Sorrah e José Mayer, rostos comuns na tela eletrônica dos lares brasileiros, seguram o possível naufrágio. Ricca e Stresser, a stripper Alice, também. Enxuta, a peça, que tem duração de 110 minutos, poderia ficar ainda melhor. Sem a necessidade, inclusive, de ter de apelar para palavrões e frases chulas, hoje lugares- comuns da ribalta brasileira. Mais Perto não é um marco do teatro contemporâneo. Nem precisa.

Diversão garantida

Leia entrevista com Hector Babenco

Copyright 1996/2000 Editora Três

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