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Ping-Pong
Hector
Babenco
Gabriela
Mellão
Depois de 12 anos, por que voltar ao teatro?
Apesar de cinema e teatro serem artes diferentes,
meu fascínio é o ser humano que procura
complementação. Trabalho com pessoas diferentes
de mim, com a intenção de encontrar uma
química que dê certo.
Sobre
o que é a peça?
Sobre a carência de amor e não
a falta de sexo. A necessidade de ser amado, de se estabelecer
uma relação mais intensa do que o simples
encontro sexual.
A
peça é cinematográfica?
O espetáculo é composto por 12 relatos
que varrem a relação de
quatro personagens ao longo de cinco anos. Vejo o espetáculo
como uma seqüência de polaróides.
Como se estivesse realizando uma série de curtas.
Qual
a diferença de dirigir teatro e cinema?
O que parece ser um limite no cinema, no teatro é
uma grandeza. A perfeição no teatro requer
saturação. É repetir, repetir,
gerar densidade. Até chegar o momento em que
o ator está fazendo o melhor dele.
Qual
a modernidade da peça?
Nenhum personagem tem culpa. As pessoas vivem de
forma total e absoluta o exercício da liberdade.
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