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O Significado da Vida
Publicitário americano lança livro sobre vida e morte

Francisco Viana

Divulgação

Sempre um tema delicado, a morte assusta as pessoas. Na cultura ocidental, graças aos progressos da ciência, chega a ser vista quase como uma anomalia, em lugar de ser tratada como parte da vida. Contudo, falar da morte parece estar deixando de ser um tabu. No cinema, por exemplo, filmes como O Sexto Sentido e Beleza Americana, que falam da morte sem rodeios e sem apelos religiosos, batem recordes de bilheteria.

A literatura traduz igualmente essa mudança de percepção. Obras como O Livro Tibetano da Vida e da Morte atraem cada vez mais leitores, fazendo da morte não um assunto banal, mas sim um ritual de separação que precisa ser encarado com uma racionalidade particular. É essa mudança de atitude diante da morte que Richard Edler retrata em O Significado da Vida (Alegro, 131 págs., R$ 19,70).

Publicitário americano de sucesso, com o padrão de vida e o salário típico dos “donos do mundo”, para usar a sua própria definição, o autor foi vítima de uma cilada do destino: um dos seus dois filhos, Mark, caiu do alto de um muro e morreu. De repente, nada mais parecia ter sentido na mansão dos Edler de US$ 1 milhão. Onde antes imperava a felicidade e a despreocupação, agora reinava apenas a dor e o vazio provocado pela ausência de lógica das coisas. Com um texto elegante, de uma sinceridade que emociona, Edler combina a crônica pessoal e um estilo típico de repórter, para mostrar como ele e sua família conseguiram conviver com a dor definitiva da ausência de Mark e resgatar o futuro.

Em O Significado da Vida, Edler enfatiza o lema do seu filho Mark: “Aprenda como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer amanhã”. O principal mérito dessas palavras é chamar atenção para a necessidade, comum a todos, “donos do mundo” ou não, de amar a vida e dedicar-se de verdade aos afetos. E no caso dos filhos, empenhar-se em conhecer aquilo que o autor chama de o terceiro “eu”, aquela porção muitas vezes inescrutável da alma que geralmente floresce invisível aos olhos dos pais: a matéria-prima do amor, da esperança e da fé. Ou seja, o real sentido da existência.

Lições da tragédia.

Copyright 1996/2000 Editora Três

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