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Comédia
Romântica
Bossa
Nova
Bruno Barreto filma cartão-postal
do Rio de Janeiro
Marina Person
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Divulgação
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Amy
Irving, como Miss Simpson:apaixonada pelo Rio
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Bruno Barreto parece que cansou da polêmica de O Que
É Isso, Companheiro?. Em Bossa Nova, que estréia na
sexta-feira 31, o diretor se lançou a fazer uma comédia
despretensiosa sobre o amor na Cidade Maravilhosa. Despretensiosa
até certo ponto. Ele pode não ter nenhuma ambição ao
Oscar, como em seu filme anterior, indicado ao prêmio
máximo da indústria norte-americana em 1998 na categoria
de Melhor Filme Estrangeiro.
Mas,
em compensação, tudo no filme parece voltado para o
mercado externo. A começar pela quantidade de diálogos
em inglês para uma história que se passa em pleno Rio
de Janeiro. Tudo parece se justificar pelo fato da personagem
principal ser uma americana que dá aulas de inglês.
Mas quando todos os personagens moram, trabalham ou
passeiam exclusivamente em lugares com vista para o
mar, a Lagoa, a Baía de Guanabara ou o Corcovado, chega-se
a pensar se o diretor tem um mapa da cidade.
O
filme é baseado no romance Miss Simpson, de Sérgio Sant’Anna,
e o título Bossa Nova foi devidamente adequado aos interesses
internacionais dos produtores. A trilha sonora faz jus
ao título e Bruno Barreto ainda se apoia sobre os pilares
de dois mestres: o filme é dedicado a Tom Jobim, assim
como ao cineasta que melhor sabia filmar o amor, François
Truffaut. Interpretada por Amy Irving (Carrie, a Estranha),
esposa do diretor, Miss Simpson é uma americana que
vive no Rio ensinando inglês.
Entre
os seus alunos estão Acácio (Alexandre Borges), um jogador
de futebol que está prestes a se mudar para a Inglaterra,
e Nadine (Drica Moraes), uma fanática por computadores
que está empolgada com o romance virtual que vem mantendo
com um suposto artista plástico nova-iorquino. Num encontro
fortuito, Miss Simpson conhece Pedro Paulo (Antônio
Fagundes), um advogado que, encantado com seu charme,
acaba se matriculando em uma de suas aulas. Pedro Paulo
acabou de ser dispensado pela mulher (Débora Bloch),
que o largou para ficar com o professor chinês de tai-chi.
Depois de encontros e desencontros daqueles que se vêem
nos melhores filmes americanos para adolescentes, o
final é mais do que previsível.
Para
inglês ver
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