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Ping-pong / Carolina Dieckmann
“Não me acostumo ao me ver no espelho”
clarissa monteagudo
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Carolina Dieckmann já tinha nas mãos os primeiros capítulos de Sinhá Moça quando soube da decisão da cúpula da Globo. Sairia do elenco da novela de época para estrear como vilã em Cobras e Lagartos. Com os cabelos platinados, visual consagrado pelas louras fatais do cineasta Alfred Hitchcock, a atriz de 26 anos enfrenta a missão de subverter sua imagem de mocinha já cristalizada na tevê.

A estréia como vilã gera uma expectativa diferente?
Não. Essa sensação existe a cada novo trabalho. Claro que o vilão tem um tempo diferente do mocinho. É mais ágil. Não espero mais a câmera chegar para cair a lágrima. A Leona é uma vilã gostosa de fazer: lúcida, inteligente, sexy. E tem uma ironia que lubrifica a maldade.

Gostou do visual?
Foi muito bom porque me distanciei muito de mim. Não sou mais a Carolina Dieckmann (risos). Não me acostumo ao me ver no espelho.
E meu filho já perguntou se vou ficar de unhas vermelhas até o fim
da novela.

Como o Davi reage às cenas sensuais?
O Davi me viu ser jogada na cama pelo Henri Castelli na chamada da novela e perguntou: “Mamãe, e o Tiago?” (o diretor Tiago Worcman, noivo da atriz). Mas ele sabe diferenciar, já me viu em muitos papéis. E o pai dele (o ator Marcos Frota) interpretou um cego em América. Depois desse personagem, ficou mais simples explicar.

Preparada para enfrentar a reação do público diante da
primeira vilã?

Estou sim. O público já me carregou tanto no colo que agora, se quiser, pode me empurrar do carrinho.