Celebridade  
Divulgação

Há 25 anos, em 1981, Taumaturgo Ferreira viveu 11 meses na Bahia, gravando Rosa Baiana, novela da Bandeirantes, na qual viveu o personagem cômico Edinho.

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Taumaturgo Ferreira

por nádia pontes

Murillo Constantino
Atualmente, o ator está no ar em Cidadão Brasileiro, da Record, tentando afastar o estereótipo
de sempre interpretar
papéis engraçados
Em 1981, quando Taumaturgo Ferreira vivia o personagem Edinho em Rosa Baiana, novela da Bandeirantes, o único traje que vestia era um calção. “Raramente usava regata; calça comprida, então, jamais!”, recorda-se o ator, que na época colocou jeans e camisa, como na imagem ao lado, para fazer fotos para uma revista. Os 11 meses que morou em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, por conta das gravações, foram vividos praticamente no anonimato: ninguém da cidade assistia à novela, porque o sinal da Bandeirantes não chegava ao Estado naquele tempo. Da experiência, o ator levou as amizades que fez com Caetano Veloso, filho da terra, e Gilberto Gil, que eram amigos do outros atores do elenco. Do trabalho, sua quarta incursão na tevê, ele guarda lembranças engraçadas de um personagem que era o filho mimado da protagonista. “Era o típico personagem que sempre fiz na televisão”, diz ele, que buscou inspiração em humoristas como Renato Aragão e Ronald Golias para compor vários de seus papéis. Freqüentemente associado a trabalhos cômicos, Taumaturgo decidiu, no ano passado, mudar o rumo da carreira. Interpretando pela quarta vez um texto de Lauro César Muniz – também autor de Rosa Baiana –, ele realiza o desejo de viver um homem “normal”, o gerente Camilo, em Cidadão Brasileiro, da Record. “Já fui maluco, moleque caricaturado, mas queria um papel mais maduro, com cara de homem”, explica. “Acho que estou mais bonito e bem menos exibido. Já não existe aquela ansiedade em saber se a carreira vai decolar ou não”, diz, com uma gargalhada.