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Sérgio
Britto: site tem quatro músicas inéditas do seu segundo
disco solo e colagens |
Apesar de ser um “novato” na internet, o tecladista
e vocalista dos Titãs, Sérgio Britto, 46, resolveu
encarar a rede para criar um novo canal de comunicação
com as pessoas e expor o trabalho de sua carreira solo, iniciada
em 2001 com a gravação do álbum A Minha
Cara. Com um novo projeto musical em mãos, o álbum
Eu Sou 300, que pretende lançar até
meados do ano, ele acaba de reformular sua página (www.sergiobritto.com.br),
na qual disponibiliza quatro músicas inéditas
e colagens assinadas por ele. Sérgio falou a Gente.
Qual é o conceito de
seu site?
O layout tem a ver com minhas colagens. Queria que a página
tivesse unidade e tudo parecesse desdobramentos. Resolvi achar
uma maneira para que o site não funcionasse apenas
para consulta. Não basta colocar a página na
internet. Você tem que usar aquilo e criar canais de
comunicação. É como a vida, não
adianta deixar parado.
De que forma pretende movimentar
seu site?
Tenho uma seção com blog, na qual coloco fotos
e trato de temas que tenham a ver com minha carreira, minhas
músicas. A internet é uma espécie de
isca para que as pessoas vejam o que me interessa, o meu trabalho:
as quatro músicas inéditas que coloquei, com
textos comentando cada uma delas, e as colagens, que fazem
parte do meu novo álbum.
É importante para os
músicos disponibilizarem, gratuitamente, canções
na web?
Acho que é a melhor forma para o artista tornar seu
trabalho conhecido. Não coloco apenas trechinhos, mas
a música na íntegra, para que as pessoas tenham
uma amostra real do meu trabalho. Isso não vai ser
um empecilho para quem quiser comprar o álbum. Pelo
contrário. A idéia é divulgar as canções
e acho que, assim, as pessoas são motivadas a conhecer
melhor o trabalho que faço. |
Livro
Plágio
às avessas
Os direitos autorais sempre estiveram em discussão
quando se trata de internet. Em Caiu na Rede (Agir,
128 págs., R$ 24,90), a colunista de informática
Cora Rónai traz uma coletânea de textos de
anônimos que foram atribuídos a nomes de peso
da literatura, como Luis Fernando Verissimo, Carlos Drummond
de Andrade e Gabriel García Márquez. Abaixo,
alguns exemplos:
“Sabem por que Romeu e Julieta são ícones
do amor? São falados e lembrados, atravessaram os
séculos incólumes no tempo, se instalando
no mundo de hoje como casal-modelo de amor eterno? Porque
morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades
que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora.
Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela
e Julieta com o Ricardão”
(A Verdade sobre Romeu e Julieta, de autor desconhecido
e atribuído a Luis Fernando Verissimo)

“Aprendi que quando um recém-nascido aperta
com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu
pai, o tem prisioneiro para sempre. Aprendi que um homem
só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo
para ajudá-lo a levantar-se.”
(Marionete, de Johnny Welch, mas
atribuído a Gabriel García Márquez)
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