Celebridade  
Divulgação/ Rede Globo

Em 1980, Osmar Prado exibia um visual espalhafatoso na novela Chega Mais.

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Osmar Prado

por diógenes campanha

Divulgação
Atualmente, ele brilha como o Barão de Araruna, no remake de Sinhá Moça, e presta uma homenagem a Rubens de Falco, que interpretou o vilão na versão original: “Temos uma admiração mútua. Peço licença a ele para recriar o personagem”.
O que Sidney Magal e Osmar Prado têm em comum? Aparentemente, nada, mas a foto ao lado ajuda a desvendar o enigma. Nela, o ator está caracterizado como Amaro, o cantor baiano que interpretou na novela Chega Mais, de 1980. No decorrer da trama, o personagem, que saía da Bahia em busca de sucesso com a música, perdia a personalidade para se adequar às exigências do mercado. “Ele era um baiano com um violãozinho e termina cantando música sertaneja em circos da periferia”, conta Osmar Prado, antes de revelar que o visual do personagem era inspirado no de Sidney Magal, por sugestão do autor Carlos Eduardo Novaes. “O Magal sempre teve talento e uma voz belíssima, mas tinha uma imagem fabricada, com aquela figura do amante latino”, define Osmar, que interpretava com a própria voz as canções gravadas por Amaro. Dono de vasto repertório e sinônimo de grandes performances, o ator foi disputado recentemente por duas produções da Globo. Viveria o político José Maria Alkmin, na segunda fase de JK, mas foi convidado para fazer o Barão de Araruna, vilão de Sinhá Moça. A emissora decidiu colocá-lo na novela das seis e o papel na minissérie acabou ficando com Paulo Betti. “O Barão é um desafio maior”, diz Osmar, feliz por ter sido cotado para os dois trabalhos. “Isso, definitivamente, restaura minha relação com a Globo.” No início dos anos 90, o ator se desentendeu com a emissora e foi para o SBT, onde fez duas novelas. “Agora estou muito satisfeito. Tenho um contrato longo, que posso coordenar com o teatro. Só saio de lá se me mandarem”, diz.