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“O
prestigiado chef Pierre Schaedelin,
do
nova-iorquino Le Cirque, é fascinado pelas frutas
brasileiras, como a manga |
Contratado em 1999 para comandar a cozinha do Le Cirque
– referência obrigatória na paisagem
gastronômica de Nova York –, o chef
francês Pierre Schaedelin se prepara para reabrir
a casa (que está fechada para reforma desde 2004),
em 16 de maio. No Brasil pela quarta vez, para um festival
no restaurante Tarsila, do hotel Intercontinental de
São Paulo, nos dias 15 e 16 de março,
Pierre conversou com Gente
sobre o que aguarda os gourmets no Le Cirque
e deu conselhos para quem quer se iniciar nas artes
da boa mesa.
Quais são as
mudanças gastronômicas no Le Cirque?
Não mudei meu estilo de cozinha.
Continuo nos clássicos. A principal mudança
foi na apresentação dos pratos. Escolho
um produto e o apresento em três versões
diferentes, mas não no mesmo prato. O tomate,
por exemplo, pode aparecer como gaspacho, salada e
ao forno, em pratos diferentes.
Como surgiu esta idéia?
Muitas vezes, em casa, eu brincava com um mesmo prato
usando três ingredientes. Tive a idéia
de usar o mesmo ingrediente em três pratos diferentes,
mas com equilíbrio e homogeneidade entre eles.
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“Criações
como o “Beignet de Foie Gras e Batatas Croustillant”
foram apresentadas em primeira mão aos brasileiros |
Qual a sua impressão
da gastronomia brasileira?
Provei moqueca, feijoada, bacalhau e todos os cortes
imagináveis de carne, como o cupim, que eu
não conhecia. É uma culinária
saborosa, de terroir. Fiquei surpreso com
a cozinha de Alex Atala e o convidei para uma temporada
no Le Cirque.
Pretende levar ingredientes
daqui para o Le Cirque?
Já encontro palmito fresco
em Nova York e as frutas tropicais mais clássicas
como maracujá e manga. O caju está chegando
agora. Mas eu gostaria de uma variedade maior de frutas,
como a fruta do conde
e o pequi.
Quais são seus
conselhos para alguém se tornar um bom gourmet?
O primeiro requisito é gostar de comer. O segundo
é a curiosidade. A pessoa deve experimentar
de tudo. Também é preciso ter dinheiro
– ou ao menos ser amigo de bons chefs
–, porque restaurantes de prestígio custam
caro. É necessário gostar de viajar
para conhecer outras culturas gastronômicas
e nunca propor pratos ao chef. O bom gourmet deixa
o chef à vontade para conhecer melhor o seu
trabalho. |