O que irrita pessoas como John Casablancas, Mariana
Ximenes e Washington Olivetto? É o que o telespectador
vai descobrir em Irritando Fernanda Young,
“um talk-show sem ser um programa de entrevistas”
que a escritora/apresentadora estréia no dia
26, à meia-noite no GNT.
Como surgiu a idéia?
No trânsito. Reclamo muito, enquanto
dirijo. Faço discursos indignados. Funciono
como um detector de coisas e comportamentos irritantes
pela cidade.
Por que o tema?
A irritação é o grande catalisador das mudanças. Irritando-nos, andamos para frente. Satisfeitos, ficamos no mesmo lugar.
O programa terá inserções de cenas do seu cotidiano?
Serão reconstituições de situações irritantes pelas quais passei, que são muito parecidas com as que todo mundo passa.
Como é exibir diante
das câmeras sua intimidade e fraquezas?
Falam que me exponho na tevê, mas minha
exposição é muito
maior nos livros. Se lessem os meus livros, saberiam
muito mais das minhas fraquezas.
O que te irrita?
O excesso de coisas para fazer.
Quem te irrita?
Ih, quantas páginas tem a sua revista? Acho que não vai caber.
Acha que se irrita fácil?
Não sou particularmente dotada de paciência.
Considera-se irritante?
Diversas vezes. Mas agüenta quem quer.
O que a tevê proporciona a mais do que a literatura?
É uma atividade à qual me proponho, porque acham que levo jeito. Se o Jô Soares pode escrever livros, por que não posso apresentar programas? Porém o que sei fazer melhor é escrever. Minha contribuição para a humanidade, se houver alguma, deverá ser pelos livros.
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