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| Denzel
Washington e Chiwetel Ejiofor em
O Plano Perfeito: negociador tenta salvar
reféns num roubo a banco |
O thriller criminal O Plano Perfeito, que gira
em torno de um roubo aparentemente impecável a
um banco em Nova York, representa uma inesperada mudança
de rumo na carreira do diretor Spike Lee. É, afinal
de contas, seu primeiro filme a não apresentar
qualquer dimensão ideológica mais relevante,
sobre a questão afro-americana ou qualquer outra
que inquiete este que é um dos cineastas mais politizados
da América, autor de Faça a Coisa Certa
e Malcolm X. Nesse sentido, também surpreende
o fato de este longa receber tratamento tipicamente comercial,
a ponto de ser lançado no Brasil no mesmo dia (24
de março) de sua estréia norte-americana,
simultaneidade reservada aos títulos de maior potencial
de massa. Spike Lee, quem diria, dirigiu um filme dentro
do esquemão!
Inicialmente previsto para ser realizado por Ron Howard, o roteiro do estreante Russell Gewirtz vai direto ao ponto e apresenta um roubo milimetricamente planejado, liderado por Dalton Russell (Clive Owen). Como a situação inclui muitos reféns, entra em jogo o negociador da polícia Keith Frazier (Denzel Washington, em sua quarta colaboração com Lee). E, para defender os escusos interesses do diretor-presidente do banco, fecha o triângulo do poder a misteriosa Madeline White (Jodie Foster). Está armado o circo numa Nova York pós-11 de setembro, refletida nas etnias dos ladrões e das vítimas e nas relações que se insinuam entre eles. Mas este é apenas um pano de fundo, assim como são os próprios personagens, que não apresentam nuances dramáticas elaboradas e apenas se submetem à ação, dando pouco trabalho aos atores.
Dessa forma, o que se tem é um correto drama
de suspense, de ambições modestas, apesar
do porte dos nomes envolvidos em sua produção.
A uma certa altura, um personagem menciona Um Dia
de Cão (1975), com Al Pacino, e é
então que o espectador sente falta da urgência
que aquela obra-prima de Sidney Lumet apresentava. Spike
Lee orquestrou bem seu longa, mas sem maiores brilhos.
Ele nada acrescenta ao gênero e nem mesmo arranha
o tema das oligarquias bancárias como tentáculos
dominantes do poder. É puro entretenimento, para
ser esquecido depois de concluído. No
esquema
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