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Televisão
O bom começo de Sinhá Moça
Nova versão da história exibida em 1985 ganha visual de cinema, e atores como Danton Mello e Eriberto Leão surpreendem
 
Fotos: Divulgação
Zezé Motta e Débora Falabella em Sinhá Moça: texto gostoso e belas cenas
De novo Sinhá Moça? Qual é a graça de ver pela enésima vez um tema tão esgotado na tevê como escravidão e abolição? A dúvida foi respondida no primeiro capítulo da novela das seis que estreou na segunda 13 com a média de 35 pontos.

O que o público viu primeiro foi um espetáculo inédito de imagens que deixou o remake da história de 1985 com visual de cinema. Cenas primorosas, como as dos cafezais e das noites na senzala, impressionaram pela qualidade da luz, da cor, da textura. A explicação veio depois: tal perfeição se deve a um processo novo de edição conseguido com três softwares. O melhor é que o efeito cinematográfico continuou nos capítulos seguintes – as cenas da dança e da cantoria dos escravos no sábado 18 foram de uma beleza rara.

A tecnologia não é a única boa novidade na atual versão da novela de Benedito Ruy Barbosa. O texto ganhou um ritmo gostoso, a direção é segura e tem ator superando expectativas. Débora Falabella corria o risco de “cansar” com mais uma mocinha. Mas ela tem conseguido fazer uma Sinhá Moça determinada. Danton Mello está encantador, especialmente por causa do humor sutil que deu a Rodolfo. Eriberto Leão já mostrou serviço. E tem os que já não surpreendem, como Zezé Motta, Osmar Prado e Milton Gonçalves, naquela participação marcante na estréia, quando fez a aflitiva e interminável cena da morte do Pai José no tronco. Remoçada