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Cinema - Comédia dramática
Depois Daquele Baile
Lima Duarte, Irene Ravache e Marcos Caruso estão em longa açucarado sobre amor depois dos 50 anos
 
Divulgação
Lima Duarte e Marcos Caruso: estréia na direção do ator Roberto Bomtempo
São raras, muito raras, as histórias envolvendo gente com mais de 50 anos no cinema brasileiro. Mais ainda se forem histórias de amor. Por isso, é louvável a estréia de Depois Daquele Baile, primeiro filme do ator Roberto Bomtempo como cineasta.

Baseado em peça de Rogério Falabella, o roteiro fala de um triângulo amoroso entre uma viúva, um bon vivant e um hipocondríaco cheio de manias. Bomtempo teve a sorte e a competência de contar com um trio de atores invejável: Irene Ravache, Lima Duarte e Marcos Caruso, que dão show.

Apesar do roteiro certinho, o longa ressente-se de um tom mais agudo. O açúcar chega ao extremo na equivocada cena do parque de diversões. Bomtempo parece tentar uma proximidade com filmes argentinos à la O Filho da Noiva, que falam de dramas humanos – mas sem nunca desprezar a realidade do país. Em Depois Daquele Baile, ele busca o resgate de valores como amizade e lealdade, porém ignora o modo de vida brasileiro. A ingenuidade é tamanha que parece que os senhores e senhoras brasileiros vivem num mundo de conto de fadas. O filme, à exceção de uma ou outra referência à culinária mineira, poderia se passar em qualquer lugar, com gente de qualquer idade. Só que não dá para ser universal sendo geral. É preciso ser particular.
Ingenuidade excessiva