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Internet
Da internet ao Oasis
Antes do show de abertura do Oasis, na quarta 16, em São Paulo, não era muita gente que conhecia o Moptop  que empresta o nome do corte de cabelo que os Beatles utilizavam na década de 1960
 
lucas bori
Moptop: a banda carioca, que não tem gravadora, abriu o show do Oasis

Antes do show de abertura do Oasis, na quarta 16, em São Paulo, não era muita gente que conhecia o Moptop – que empresta o nome do corte de cabelo que os Beatles utilizavam na década de 1960. Com três anos de existência, e sem gravadora, a banda conseguiu tornar o trabalho conhecido graças ao endereço na internet (www.moptop.com.br), que ganhou o prêmio VMB 2005 na categoria de melhor site e foi finalista do festival norte-americano SXSW, concorrendo com sites de Eminem e Arcade Fire. O vocalista Gabriel Marques, um de seus criadores ao lado do guitarrista Rodrigo Curi, conversou com Gente um dia após o show.

Como foi tocar antes do Oasis?
Foi o maior show da minha vida. A produção ficou na dúvida entre várias bandas independentes, mas escolheu o Moptop porque somos a referência mais próxima do Oasis.

O site foi criado para divulgar a banda. Cumpre bem o objetivo?
Nosso trabalho começou em garagem, mas a internet foi fundamental para divulgá-lo. Não temos gravadora, mas, desde que o site entrou no ar, toda semana tem show, e as pessoas conhecem e cantam as nossas músicas. É possível escutá-las no site e fazer download em MP3 (leia abaixo).

Qual foi o conceito da criação do site?
Queria fazer algo que desse para entender a banda e coubesse em uma única página. Usamos algo retrô e sujo, diferente do visual clean que se encontra nos sites atuais. As pessoas navegam por ele durante horas. Há brincadeiras e sacanagenzinhas escondidas. Quem quiser pode jogar pac-man, mudar o contraste da televisão... Aparece até uma mosquinha.

Divulgação
Download da semana
O Moptop fala quase sempre de relacionamento, mas numa levada acelerada, à la Strokes. Em “Paris”, eles fazem uma espécie de “Eduardo e Mônica” da nova geração, quando o vocalista Gabriel Marques, que lembra Bruce Springsteen, canta: “Você é tão Paris, eu sou um zé ninguém”. Em “Sempre Igual”, a banda soa como Los Hermanos numa letra com ecos de “Cotidiano”. O Moptop parece muita coisa, como quase toda banda hoje em dia. Por enquanto, está bom demais.
(Mariane Morisawa)

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Fonte: Reuters