A principal crítica que se ouve sobre o surfista campeão-transformado-em-cantor Jack Johnson é que as músicas dele soam sempre como se fossem a mesma. É verdade que o tom acústico, como se ele estivesse sentado na areia, tocando violão num luau, é marcante. Natural para alguém que pegava onda quando decidiu começar a cantar e que até hoje mora no Havaí, sem televisão em casa. Não tem como negar: o som zen de Jack Johnson é a cara de... Jack Johnson. É isso que faz seu sucesso e que o traz ao País para dois shows – em 7 de abril em São Paulo e no dia seguinte no Rio.
Enquanto ele não chega, sai no Brasil Sing-a-Long
and Lullabies, trilha do desenho Curious
George. A missão era soar como ele mesmo,
claro. Mas, ao mesmo tempo, dando voz a um personagem
popular nos Estados Unidos, o macaquinho mudo George.
E ainda tinha de agradar a adultos e crianças.
A coisa funcionou tão bem que até um
cover do White Stripes, “We're Going to Be Friends”,
ficou parecendo canção de ninar. O grande
mérito de Jack foi conseguir cantar para crianças
num álbum que não soa infantil.
Qualquer adulto pode se pegar seguindo os cha la
lás da simpática “Jungle Gym”.
Entre os convidados de Jack no CD está o amigo
Ben Harper, que faz dueto com ele numa versão
diferentíssima de “With My Own Two Hands”.
Para pais e filhos
7/4 – às 21h30, no Anhembi (São Paulo)
8/4 – às 22h, na Apoteose (Rio)
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