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| À
esquerda , o vídeo “Screaming Mermaid”,
de Janaina Tschape. Na direita,grafitti
de Zezão em bueiro |
Leda Catunda vende pôsteres, Beatriz Milhazes
produz stickers e Vik Muniz ataca de
gravura. Aproveite, é por tempo limitado:
o primeiro time da arte contemporânea brasileira
faz uma inversão de papéis com a
galera do graffiti e expõe no
reduto paulistano da street art. Enquanto
isso, oito artistas urbanos mostram seus trabalhos
num dos endereços mais nobres do mapa das
artes nacional. É o projeto Choque
Cultural na Fortes Vilaça e Fortes Vilaça
na Choque Cultural.
Fefê Talavera, Nunca, Andrei Muller,
Renan Cruz, Tinho, Titi Freak, Rafael Calazans
e Zezão são chamados de artistas
urbanos porque têm repertórios
que vêm dos quadrinhos, da cultura de
massa, da ilustração, da cenografia,
do design, da moda, do tatoo, do grafitti
e, principalmente, do skate. “Eles vêm
de todos os lados, vendem camisetas, são
motoboys, torneiros mecânicos. Agora que
eles estão vendo que existe um mercado
de arte. Ninguém havia ensinado isso
pra eles”, diz Mariana Martins, que criou
a Choque Cultural, em 2003, como uma editora
de pôsteres e hoje tem um espaço
expositivo onde trabalha com cem artistas. O
trabalho de Titi Freak, por exemplo, aparenta
todas as suas influências: do desenho
de prancheta, aprendido aos 13 anos nos Estúdios
Mauricio de Souza, onde desenhava a Turma da
Mônica, aos flyers de festas, às
capas de CDs de bandas, às ilustrações
de revistas de moda e de campanhas publicitárias.
Em street art não há
preconceito: tudo é cultura.
A Choque Cultural é um sobradinho em
Pinheiros onde as paredes nunca estão
brancas. Quer atrair um novo colecionador de
arte, com preços de até R$ 100.
A presença de nove artistas da Fortes
Vilaça nesse contexto não compromete
a alma do negócio. A rua encontra
o primeiro time
Fortes Vilaça –
r. Fradique Coutinho, 1.500,
tel. (11) 3032-7066. Até 20/4.
Choque Cultural – r. João
Moura, 997,
tel. (11) 3061-4051. Até 20/4. |