Celebridade  

Atualmente, o apresentador comanda o Jornal da Record e é parte do projeto da emissora paulista de competir de igual para igual com a Globo no jornalismo

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Celso Freitas

por diógenes campanha

Rede Globo
. A antiga bancada do Jornal Nacional – a primeira desenhada por Hans Donner – era ocupada por Celso Freitas em 1979
O pedido para falar sobre a foto ao lado é seguido por um instante de silêncio. “Estou voltando ao passado”, justifica o jornalista e apresentador Celso Freitas, enquanto vasculha a memória em busca de reminiscências do ano de 1979, um dos períodos em que ocupou a bancada do Jornal Nacional, da Globo. Nessa época, ele trabalhava em São Paulo e entrava no ar, ao vivo, no principal jornalístico da rede. “Era a época do governo Figueiredo, da volta dos exilados ao País após a assinatura da Lei da Anistia”, conta, referindo-se ao último presidente do regime militar. Além da complicada conjuntura política, Celso também se lembra que, naquele período, ainda estava terminando o curso de jornalismo, na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, em São Paulo. O fato de ser funcionário da Rede Globo lhe trazia problemas com os colegas que militavam nos movimentos de esquerda. “Sofria pressão por fazer parte do ‘império Roberto Marinho’. Éramos odiados, encarados como porta-vozes do governo”, conta Celso, que se defendia dizendo que, na emissora, estava apenas cumprindo o papel de informar, apesar das limitações impostas pela ditadura. O jornalista ficou até 1989 no JN e acompanhou momentos como a redemocratização, a agonia de Tancredo Neves e a eleição de Fernando Collor. Hoje, encara um novo desafio profissional, no comando do Jornal da Record, e rebate as críticas de que o programa estaria copiando o jornalístico da emissora líder. “No mundo todo, os jornais das grandes redes são compostos por hard news e, eventualmente, reportagens investigativas. A fórmula é universal”, diz.