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Fotos: Leandro Pimentel
“Só tenho elogios para Ivete. A geografia dificultava o namoro. Ela sempre foi verdadeira. Na hora que se sentiu incomodada, ela falou”

Quais são suas fontes de renda?
Eu diria que 95% do meu tempo é dedicado à televisão. Meu site é minha segunda prioridade. Tenho 10% do restaurante Ecco, em São Paulo e 10% da casa noturna Sirena, em Maresias, litoral de São Paulo. Quero abrir um restaurante no Rio com o Miguel Falabella, o João Paulo Diniz e a Mary Nigri. Faço um programa na Jovem Pan. Sou dono da marca Cabral, bar que abri aos 20 anos. Tenho um acordo com a Joana Prado para ela usar a marca Feticeira como quiser, mas ganho um percentual sobre isso.

Quer virar um Silvio Santos?
Ele é um grande profissional e um grande referencial. Mas quero ser o Luciano Huck.

Sua relação com Ivete Sangalo parecia intensa, o que houve?
Só tenho elogios para a Ivete. Ela é inteligente, talentosa, um grande ser humano, que vou respeitar para a vida inteira. Foi uma relação verdadeira e terminou de forma verdadeira. Como o fim foi supertransparente, o que fica é respeito e admiração.

Mas você deu ou levou um fora?
Tinha um coisa geográfica que dificultava um pouco o namoro. Ela sempre foi verdadeira comigo, na hora que ela estava incomodada, ela falou.

Tentou uma reaproximação?
Não, não vai haver reaproximação porque nunca houve distância. Só deixei de namorá-la.

Ainda gosta dela?
Não, já passou.

Não sentiu ciúmes de vê-la com o antigo namorado no Carnaval?
O Marcelo conviveu conosco quando namorávamos e sempre soube qual era a relação deles, sempre foi muito transparente. E se ela acha que ele vai fazer bem para ela, que vai deixá-la feliz, dou força. Ele é um cara decente e se ela está feliz é o que interessa.

Você e a Guilhermina Guinle estão namorando?
A Guilhermina é uma menina linda, minha amiga há tempos. A conheço desde os 14 anos. Não temos nada.

Está namorando?
Não, mas adoro estar apaixonado, adoro ter alguém para cuidar.

Experimentou drogas?
Não tenho preconceito. Já experimentei maconha e não uso. Mas acho que a maconha, em alguns lugares, é usada clinicamente. Não tenho nada contra. Cocaína e ácido nunca experimentei, tenho medo e acho que não traz nada positivo.

Como convive com a família?
Adoro tê-los por perto. Vem deles minha capacidade de discernimento.

Fotos: Leandro Pimentel
“O Otaviano Costa é um menino talentoso. Acho cruel deixar para ele um programa que é minha cara. Mudaram o nome, mas o O+ é exatamente o H”

Foi difícil ter pais separados?
Depois que se separou de meu pai, minha mãe se casou com o Mário de Andrade, diretor da Playboy e um grande jornalista, que morreu há dez anos, e uma das pessoas de que mais tenho referências na minha vida. Ela está com o Andrea Calabi há sete anos, mas nunca moraram juntos, e nos damos muito bem. Você acompanhava o Mário à redação da Playboy quando era garoto.

Como era?
Quando tinha uns 16 anos saía da escola e ia ao estúdio do fotógrafo J.R. Duran quase todos os dias. Gostava de fotografia e também de ver as mulheres, que eram uma delícia.

Lembra de uma mulher que viu e ficou impressionado?
No primeiro dia que eu fui, o Duran disse: “Olha, Luciano, não é todo o dia assim”. Cinco minutos depois, chega a Luiza Brunet embrulhada num lençol.
Quando ela tirou o lençol e vi que a foto era nua, fiquei louco.

Levava trabalho para casa?
Não, nunca fui muito punheteiro.

A passagem pela revista ajudou a criar Tiazinha e Feiticeira?
Eu não via a Playboy como uma revista de mulher nua. Na época do Mário, era uma das revistas editorialmente mais respeitadas. Havia reu- niões na minha casa e eu ficava ouvindo. Me lembro de Washington Olivetto, Walter Clark e o Jô Soares para discutir a pauta.

Você se envolveu com a Feiticeira ou a Tiazinha?
Não. São grandes amigas. Essas coisas não misturo, senão dá curto-circuito. Tenho orgulho de ter dado uma coisa bacana para elas. Graças ao talento das duas, elas conseguiram mudar suas vidas.

Quem vai ocupar o lugar da Feiticeira e das Hzetes ?
As Hzetes serão cinco “Coleguinhas” de trabalho. No quadro Ilha da Fantasia, haverá a Prima.

Ela estará seminua?
Não, estará vestida como alguém que vai para uma ilha, não necessariamente de biquíni. Não haverá erotismo gratuito. Será uma evolução dessas personagens. Conseguimos colocar conteúdo no quadro.

Teve uma prima marcante?
Não, o mais legal era ficar de olho nas primas dos outros.

O que acha do O+?
O Otaviano Costa é um menino talentoso, esperto. Tem cara de batalhador. Acho um pouco cruel deixar para ele um programa que é a minha cara. Apesar de eles terem mudado de nome, é exatamente o H. A Bandeirantes deveria dar liberdade para ele criar algo novo. Um diretor da Band, que já foi demitido, teve a cara-de-pau de dizer que o O+ era uma releitura do H. Eu ri. É exatamente igual.

Você tem algum tipo de preconceito?
Nenhum. Só com gente maldosa, invejosa. Adoro ver coisas novas. Numa entrevista, você declarou que quando nordestinos chegavam ao seu bar, o Cabral, ele já estava fechado. Gostaria que explicasse. Isso não é verdade, hoje em dia tem até Cabral no Tatuapé (zona leste de São Paulo). Eu freqüento a zona leste. Namorei uma baiana e adoro o Nordeste. Jamais diria algo nesse sentido, é uma mentira.

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