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Ritual

Odum Orim – Festa da Música
O candomblé em arranjo para violão, teclado e percussão

Gerson de Faria

Credito????
Legenda????

Odum Orim – Festa da Música, do grupo percussivo Ofá, pode não ser o único registro fonográfico do ritual do candomblé, mas certamente terá sido o mais expressivo. O CD reúne 16 cânticos de saudação aos orixás, extraídos do repertório do terreiro do Gantois, de Salvador, tal qual são entoados durante os cultos e passados por tradição oral de geração em geração. Mais do que um documento com a força
de preservação de um dos signos mais valiosos da cultura baiana, o disco tem o mérito de projetar o ouvinte na atmosfera musical de um terreiro independente de sua devoção ou interesse pela religião. “Essas peças chegam com uma viveza e uma verdade que não se encontrariam num disco antropológico ou folclórico”, observa Caetano Veloso, no texto de apresentação.

O CD traz peças de curta duração, cantadas em iorubá, sem um compromisso com a tradição purista. O produtor Roberto Sant’Ana optou pela inclusão de instrumentos formalmente alheios ao ritual de culto aos orixás, como o violão e o teclado, ambos executados por Luciano Bahia. E antes de torná-los apêndices aos cantos, conseguiu harmonizá-los ao clima reinante dos elementos percussivos, abrindo as portas para ritmos tão diversos quanto desconhecidos, como o agueré, a ramunha, o sató, o ibi. O dueto de Bahia com a vocalista principal do Ofá, Ebomi Delza, traduz a essência da música do candomblé com a beleza singular das manifestações populares mais refinadas.

A seqüência das faixas segue a ordem de entrada dos orixás homenageados – Exu, Ogum, Oxóssi, Omolu, assim por diante – mantendo-se o aspecto ritualístico do culto. Raízes da música negra.

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