CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 Seções
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 LUA DE MEL
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 Coluna
 EXCLUSIVAS

 

  DINHEIRO ISTO╔
 
 

MPB

Mama Mundi
Mais maduro, Chico César integra o tradicional e o cosmopolita

Guga Stroeter

Divulgação
Chico César: Delicadeza dos arranjos revela retomada mais intimista e reflexiva

Um estilo da MPB que vigorou até o começo dos anos 80 – bastante modificado com o surgimento do pop rock nacional – retorna agora com uma nova roupagem, ao gosto da juventude no ano 2000. O principal articulador da atualização da MPB pós-tropicalista é Chico César e seu sucesso desde 1995 abriu uma vereda que passou a ser trilhada por artistas como Lenine, Zeca Baleiro e Rita Ribeiro.

Para quem acompanha a trajetória do compositor, cantor e instrumentista paraibano Chico César, o quarto CD de sua carreira, Mama Mundi, pode soar como o mais maduro de todos. O diferencial desse disco começa pela sonoridade e o trabalho dos arranjos.

A instrumentação predominantemente acústica e uma atmosfera livre de
clichês radiofônicos criam uma ambientação propícia para que a voz e a poesia de Chico emerjam cristalinas.

O encadeamento ágil de harmonia e melodia está presente na faixa “Mama Mundi”, o diálogo entre os ritmos tradicionais e a temática cosmopolita estão bem representados em “Nego Forro”, “Aquidauana” e “Sonho de Curumim”.

Ping-Pong
Qual o diferencial de Mama Mundi?
Dois anos sem gravar me deram tranqüilidade. A opção por partir do violão, sem guitarra ou bateria, foi exatamente para fazer um disco “para dentro”.

Seu primeiro sucesso foi “Mama Africa”, e agora você volta a destacar a palavra “mama”. O que te atrai nela?
O som e o sentido. Ela talvez ajude a responder questões básicas do indivíduo, como de onde a gente veio. “Mama” é uma palavra universal, que se entende na África, nos Estados Unidos. Não é uma coisa edipiana e eu acho que esgotei seu significado neste disco.

Você tem projetos em outras áreas?
Queria ter tido um programa apresentando minha geração, mas essa idéia se diluiu. Imagine um cara esquisito como eu, com sotaque de paraibano, apresentando a Rita Ribeiro, uma maranhense de cabelo esquisito. Quem patrocinaria?

Você é gravado por muitos intérpretes. Compõe pensando em outros artistas?
Fiz “Pensar em Você” para Roberto Carlos, mas ele não gravou. Não consigo fazer música por encomenda. Tenho limitações que podem me levar à falência. Não sei, por exemplo, botar letra numa melodia, faço sempre o contrário.

Encontrou dificuldades ao
chegar a São Paulo?

Eu cheguei aqui em 1985 e levei muita geral por ser preto e pobre – até começar a usar óculos e uma agenda marrom, que parecia uma bíblia. Aí pensavam que eu estava voltando do culto e não me perturbaram mais.

Ramiro Zwetsch

LEIA
TAMBÉM
Odum Orim - Festa da Música
Hits
Chant Down Babylon

 

Copyright 1996/2000 Editora Três