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Rumo ao Pólo Sul
Um relato da trágica aventura do Comandante Scott

Luiz Octávio de Lima Camargo

Livro conta a história de um herói

Rumo ao Pólo Sul (Editora 34, 384 págs., R$ 33), de Diana Preston, é um relato emocionante da aventura de um explorador britânico pela conquista do Pólo Sul em princípios do século 20. Se o comandante Robert Falcon Scott tivesse sobrevivido e vencido a corrida contra o norueguês Roald Amundsen, seus compatriotas certamente o teriam homenageado.
Mas, quem sabe, ele então não tivesse se tornado o herói que é hoje no imaginário britânico.

O final trágico da expedição teve o poder de comover uma nação que vivia um período emocionalmente depressivo, na antevisão da queda do império. A aventura de Scott serviu para demonstrar que antigos valores como coragem, lealdade, persistência e sacrifício – sobre os quais o império se assentara –, continuavam vivos. Mais ainda: o comandante Scott teve a consciência histórica de seu papel e deixou em seu diário os rastros da tragédia.

O livro permite ainda uma outra leitura: a identificação de dois tipos de viajantes, que os estudos de turismo somente agora começam a desvendar. Scott, o viajante genuíno, estava empenhado em desfrutar de toda a riqueza – inclusive científica – da sua aventura e do diálogo com a natureza. Sua comoção ao descrever as paisagens era menor apenas que o carinho que dedicava a seu grupo e à lembrança de sua mulher. Em seus deslocamentos, não queria trenós com cachorros. Queria chegar antes ao Pólo, mas não necessariamente mais rápido. Seu objetivo era vivenciar o percurso, como um bom companheiro da natureza.

Amundsen, o vencedor, definiu seu feito como esportivo. Tinha em mente apenas a meta final e, para atingi-la, usou de todos os recursos. Às vezes até de forma desonesta. É por isso que o comandante norueguês mostrou-se como o protótipo de outro tipo de turista, infelizmente mais comum. Aquele que quer sempre mais – chegar mais longe, consumir o mais caro.
No diapasão dos sentimentos humanos, sua alegria pela vitória comove menos do que a depressão de Scott ao chegar e descobrir... a bandeira da Noruega!
Viagem ao fim do mundo

Copyright 1996/2000 Editora Três

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